Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 19/10/2024
No livro “A angústia das pequenas coisas ridículas” é narrado a história de uma menina colegial que repudiava a leitura, já que o meio que ela vivia construía a ideia de que a leitura não tem futuro. Sob esse viés, percebe-se que, assim como o enredo, a grande maioria dos jovens se comportam como a personagem, visto que persiste a visão de que a leitura é uma prática cansativa e que não irá ajudar a longo prazo. Por isso, é necessário discutir sobre o papel parental e a padronização negativa das escolas sob a leitura.
Sob esse prisma, percebe-se que os incentivos dos pais relacionados à prática literária atuam diretamente na construção da identidade do jovem. Diante desse cenário, cabe se citar o versículo de Provérbios, na Bíblia, que afirma que a educação que os pais exercem refletirão posteriormente na vida adulta dos seus filhos, pois eles não se esquecem do que aprendem. Sendo assim, constata-se, pois, que os pais devem ensinar aos seus filhos desde cedo sobre a importância do hábito literário, uma vez que isso se torna algo natural na personalidade e na vida do jovem.
Ademais, é notório que as escolas proporcionam uma visão negativa à prática literária, por não priorizar-la como uma forma de ajudar os alunos a desenvolver uma visão crítica do mundo. Nesse viés, vale ressaltar a proposta do filósofo Pierre Bourdieu sobre o processo de formação de uma “bolha social’’, que ocorre devido ao distanciamento da pessoa, que não percebe os problemas que estão acontecendo ao seu redor, caracterizado pela sua falta de criticidade. Desse modo, isso ressalta que mostrar que a leitura é apenas uma forma para inserção na faculdade, enquadra-se como uma das formas que as escolas promovem para a formação de bolhas entre os jovens.
Em síntese, é notório que haja uma alteração na dinâmica familiar e na metodologia escolar no quesito literário. Logo, cabe aos pais juntamente com as autoridades do meio escolar, como agentes atenuadores, utilizar momentos no dia à dia que promovam a importância da leitura no cotidiano, com programas obrigatórios no currículo escolar e rodas de conversa no ambiente escolar, a fim de que os jovens almejam com mais facilidade a leitura no futuro.