Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 02/11/2024
“Os livros lhe ensiram uma lição, ela não estava sozinha”, essa citação vem do filme “Matilda”, uma criança solitária que encontra conforto por meio da leitura. Diante disso, é inegável dizer que os livros desempenham enorme papel na formação dos mais jovens. Porém, no Brasil, a leitura ainda é um privilégio para poucos, esse problema emerge da negligência governamental e da desigualdade social.
Em primeira análise, destaca-se o descaso do governo como um dos impasses a serem solucionados. A partir desse viés, Aristóteles afirma que a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o Estado não se preocupa em fornecer materiais necessários para o aprendizado de jovens pobres, como livros didáticos e de cultura. Consequentemente, os menos afortunados enfrentam uma realidade desarmônica comparada com a dos mais ricos.
Ademais, a dificuldade para o acesso a livros ainda é uma realidade no âmbito social, entre elas a principal é a falta de dinheiro. Haja vista que, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil está entre os países mais desiguais do mundo. Como consequência, jovens de classe média são apresentados por seus país e professores desde a infância a leitura, por meio de livros infantis, enquanto os responsáveis de classes inferiores não tem acesso a lugares como livrarias ou bibliotecas, por causa da falta de dinheiro ou da desinformação acerca dos benefícios do hábito de ler.
Portanto, esses entraves precisam ser solucionados. Para isso, o Ministério da Educação que formula a política educacional no país, juntamente ao Ministério da Cultura, deve realizar palestras com professores e fazer a distribuição de livros infantojuvenis em escolas, através de doações, a fim de democratizar o acesso a leitura no Brasil. Dessa forma, milhares de crianças e jovens poderão aprender a mesma lição que Matilda.