Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 15/07/2025

Segundo o escritor Mário Andrade: “os verdadeiros analfabetos são os que apren-dem a ler e não lêem”. Nesse contexto, é necessário discutir sobre a falta de prática de leitura entre os jovens no Brasil, visto que a leitura, além da proposta pelas es-colas, não ocorre de maneira voluntária na maioria das vezes. Tal realidade pode ser observada tanto no vício e preferência por meios eletrônicos quanto nos este-riótipos criados para leitores.

Em primeiro lugar, o vício e preferência por meios eletrônicos é uma causa a ser citada. Nessa perspectiva, o mundo atual segue as indicações da vanguarda euro-peia Futurismo, em que afirmava que era impossível não se render a tecnologia. Desse modo, as crianças e jovens preferem passar o tempo com jogos, videogames e redes sociais do que lendo um livro. Nesse sentido, a prática de leitura não é vis-ta como lazer para os jovens já que o contato que têm com livros é através de obri-gações escolares. Por consequência, além de ser prejudicial para a vida acadêmica, seja ela na escola ou na faculdade, a falta da prática de leitura recai diretamente sobre capacidade de refletir e interpretar, essa que com os livros é estimulada.

Outrossim, os esteriótipos criados para leitores é uma problemática preponderan-te. À vista disso, o apelido de “nerd” assombra os leitores mais jovens que se encontram nas escolas com alunos dos mais variados jeitos, mas que praticam bullying com quem prefere ler do que brincar de esconde-esconde, por exemplo. Nesse panorama, a desestimulação ocasionada pelo bullying já torna mais difícil a prática de leitura entre os mais novos, visto que ser popular e aceito socialmente é mais atrativo do que ser excluído. Consequentemente, até as crianças que tinham tendência a gostar de leitura, passam a vê-la como inimiga.

Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Educação e a Base Nacional Comum Curricular promover através das escolas dinâmicas com livros ou reportagens sobre filmes, jogos ou assunto de interesse do próprio aluno. Assim, não será imposto o que deve fazer, mas sim deixá-los livre para escolher o tema, incentivando e cultivando o interesse e a parceria entre alunos, escola e leitura. Logo, não ocorrerá bullying, pois será uma atividade para todos e, também, quando mais velhos, não terão dificuldades para ler, refletir e interpretar.