Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 03/08/2025
No filme de animação americana, “Wall-E”, produzido pela Pixar Animation, diz muito a respeito de como o ser humano está sofrendo uma alienação social em torno da tecnologia e em como a mesma está controlando-os. Este filme nos faz refletir de diversas formas, principalmente, na cena em que o homem para de olhar para a tela e começa a enxergar o mundo afora. Essa perspectiva nos mostra como a alienação social ao redor da tecnologia está impedindo o ser humano a adquirir cultura em conhecimento, os quais vem, principalmente, pelo hábito de leitura, que é um pilar muito escasso no mundo em que vivemos atualmente.
É verídico que os jovens de hoje se desenvolvem em um mundo onde os aparelhos eletrônicos são considerados os objetos mais importantes do dia-a-dia. Dessa forma, essa geração cresceu através de uma alienação, com todos passando seu tempo livre vendo vídeos curtos, conhecidos como “reels”, e reproduzindo-os, ao invés de procurarem um hobby, como tocar um instrumento, brincar no jardim ou ler um livro.
Diante desse cenário, 20% dos jovens do Brasil tem o hábito de leitura, um dos fenômenos mais essenciais para o desenvolvimento dos jovens, tanto no ramo da produção textual, quanto da imaginação ou, até mesmo da linguagem. Nesta perspectiva, o incentivo a leitura está muito escasso e, para combatermos isso, pais devem fazer com que as crianças, desde pequenas, gostem de ler; entregando um livro em suas mãos ao invés de um celular.
Contudo, para incentivar o hábito da leitura entre os jovens, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com escolas públicas e privadas, crie projetos de incentivo à leitura, como clubes de leitura interativos e feiras literárias, com o objetivo de tornar o livro um objeto atrativo e presente no cotidiano juvenil. Além disso, as redes sociais, como o TikTok, devem desenvolver algoritmos educativos e campanhas que divulguem resenhas, indicações de livros e desafios literários, visando estimular o interesse dos jovens pela leitura, no ambiente digital que já frequentam. Dessa forma, será possível romper com o ciclo de alienação tecnológica e formar uma geração mais crítica, criativa e culturalmente desenvolvida.