Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 23/09/2025

Madara, personagem do anime Naruto, utiliza a habilidade “tsukuyomi infinito” para colocar todos os seres vivos do planeta em um mundo dos sonhos perfeito, ou seja, é um cenário imaginativo marcado pela aparente ausência de problemas. No entanto, a sociedade brasileira está longe desse ideal quando o assunto é a leitura, há uma grande desvalorização dos livros em detrimento do avanço tecnológico, além do efeito da desigualdade econômica que perpetua a exclusão leitora entre a juventude.

Em primeiro plano, com o avanço da tecnologia houve um distanciamento da população com uma cultura substancial - livros, bibliotecas, espaços culturais. Isso ocorre diante da lógica da Indústria Cultural, analisada pelos filósofos Adorno e Horkheimer, que padroniza o consumo cultural para as massas, o livro compete de forma desigual com estímulos rápidos e superficiais. Portanto, é necessário que a escola atue como um contraponto, apresentando a leitura como uma forma de fruição crítica e autônoma.

Ademais, a estrutura econômica impacta diretamente o acesso à leitura de uma nação. A realidade descrita por Aluísio Azevedo em ‘O Cortiço’ ainda ecoa no Brasil contemporâneo. Para famílias que vivem em condições análogas às dos personagens, a prioridade é o sustento, e o livro é um artigo supérfluo. A falta de acesso à literatura é, antes de tudo, um reflexo da brutal desigualdade social que impede o usufruto dos direitos culturais.

Com isso, torna-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, faça programas que torne a literatura acessível para o povo, através da criação de bibliotecas públicas para que assim haja uma maior disponibilidade, gerando assim maior interesse e, consequentemente, contato.