Caminhos para incentivar a reciclagem no Brasil

Enviada em 13/08/2024

Jean Paul Sartre, filósofo Francês Existencialista, expõe, em sua obra “Os caminhos da liberdade”, o vínculo existente entre a liberdade e a responsabilidade social, em que indivíduos e intituições devem agir de forma ética a fim de formar um corpo social saudável. Á luz do pensamento sartreano, para análise dos caminhos para incentivar a reciclagem no Brasil, na qual essa mostra-se paradoxal ao filósofo supracidado, evidenciando uma sociedade escrava do sistema neoliberal que busca o consumismo desenfreado, explorando assim, recursos naturais violenta e feroz.

Com efeito histórico, com o advento da revolução industrial somado à obsolecência programada, foi disseminado na cultura moderna a ideia de consumo em larga escala. Desse contexto, na medida em que mercadorias eram consumidas, eram também descartadas, sem grandes preocupações a respeito do modo em que eram feitos os descartes, nem a respeito do proveito que tal material poderia ter.

Como consequência, é possível notar, atualmente, o início da escassez de matéria prima primária, bem como, as consequências ambientais do descarte indiscriminado de produtos de longa data de decompisição que poderiam ser reaproveitados, ofertando novas fontes de renda como a reciclagem e o artesanato. De igual modo, a idéia preconceituosa de que reciclagem é algo praticado apenas por pessoas de baixa renda, ressalta a necessidade da educação ambiental e social a respeito da reciclagem, que, pode e deve ser praticado por todos, anulando tal idéia discriminatória e segregacionista.

Fica claro, portanto, a necessidade de um compartilhamento de responsabilidades a fim de resolver esse impasse. O governo, como principal gestor da nação, deve adicionar matérias escolares a respeito da reciclagem dentro de escolas desde o ensino básico até o médio, realizando com professores e terapeutas ocupacionais oficinas, feiras e concursos com a utilização e técnicas de reciclagem. As associações de bairro, por meio de reuniões e assembléias devem criar ações a fim de manter a população informada a respeito do descarte e utilização apropriada de tal material. Assim será possível ter um corpo social ético.