Caminhos para incentivar a reciclagem no Brasil

Enviada em 02/11/2024

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere à falta de reciclagem. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão dos caminhos para promover a reciclagem na sociedade brasileira, que persiste influenciada por questões socioculturais, além do individualismo.

Mormente, ao analisar os caminhos para promover a reciclagem no Brasil por um prisma sociocultural, nota-se forte influência desse fator na problemática. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da promoção da reciclagem na sociedade brasileira é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante/opressor/injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Em consequência disso, surge a questão do individualismo, que intensifica a gravidade do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange aos caminhos para promover a reciclagem. Em virtude disso, há, como consequência, a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da promoção da reciclagem no Brasil funciona como um forte empecilho para sua resolução.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem caminhos para promover a reciclagem para os jovens e suas famílias.