Caminhos para prevenir a contaminação de alimentos no Brasil

Enviada em 12/09/2025

De acordo com o escritor e político Darcy Robeiro, o mais importante para o brasileiro é inventar o país que nós queremos. Tal pensamento, porém, não foi convertido em realidade, uma vez que, embora a população busque por um país isento de problemas, existem impasses a serem superados, como os caminhos para previnir a contaminação de alimentos no Brasil. Nesse sentido, é necessáro entender as razões que protagonizam a questão, a saber: desigualdade social e a negligência governamental.

É importante destacar, diante disso, a falha estatal na execução das leis como forte agravante da contaminação de alimentos no Brasil. Para tanto, faz-se oportuno rememorar a obra “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, a qual aborda a ideia de que as normas presentes nos documentos nacionais nem sempre são cumpridas. Nessa perspectiva, apesar de a constituição brasileira garantir o direito a alimentação adequada, observa-se, no país, uma falha na aplicação desse princípio constitucional, visto que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por fiscalizar alimentos, não impede o alto indice de compostos químicos na alimenção da população que é contaminada por toxínas proveniente de agrotóxicos. Dessa forma, enquanto a omissão estatal permanecer, manter-se-à em vigor os grandes prejuízos da contaminação na saúde do brasileiro.

Pontua-se, além disso, a desigualdade social como coadjuvante do revés. A esse respeito, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça capaz de dividir a nação brasileira em duas vertentes: as dos favorecidos e a dos despossuídos. Sob essa lógica, a parcela populacional que se encontra no grupo dos desfavorecidos e não detentoras de poder aquisitivo são as maiores vítimas do consumo de alimentos contaminados que são vendido a preços baixos, e altamente prejudicial a saúde. Em vistas disso, torna-se necessário encontrar meios para findar a situação da população vítima da desigualdade secular.

Portanto, cabe ao Estado, na figura do orgão regulador, fiscalizar adequadamente a produção e distribuição de alimentos no território brasileiro a fim de impedir a circulação de alimentos contaminados, além de multar produção com excesso de componentes químicos. Ademais, o direc