Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/04/2018

Durante a Segunda Geração do Romantismo, observa-se uma estética voltada para o desapego, escapismo e, principalmente, fuga da realidade através do suicídio. Nesse sentido, na sociedade brasileira, verifica-se o aumento das taxas de suicídio entre os jovens brasileiros. Diante disso, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo Poder Público, seja pela sociedade civil.

É indubitável que a questão constitucional esteja entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, o Governo rompe essa harmonia, tendo em vista que não promove o Centro de Valorização a Vida (CVV), por meio da não liberalização de verbas e não qualificação de profissionais. Aliado à isso, salienta-se o número de brincadeiras e desafios nas redes sociais que culminam em suicídio. Como consequência, evidencia-se, que a cada dois minutos duas pessoas se suicidam no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Além disso, a sociedade civil apresenta como impulsionadora da problemática. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Nesse viés, o tema suicídio ainda é visto por muitos como tabu, uma vez que é proibido nas conversas familiares e para muitos falar de suicídio é uma forma de incentivar. Por conseguinte, essa visão, silencia ainda mais as discussões acerca desse tema, ocasionando difícil combate ao problema.

Torna-se, evidente, portanto que há entraves na resolução dos casos de suicídio entre os jovens. Em razão disso, cabe ao Estado a questão legal: punir e julgar quem promova jogos que resultem em suicídio, bem como atuar na promoção do CVV, por meio de subsídios financeiros e uma profissionalização daqueles que tratam do suicídio. Ademais, cabe as escolas, incluir esse tema em sua grade curricular, de modo que o assunto para de ser visto como tabu e seja encarado como um problema de saúde. Dessa forma, caminharemos para uma realidade diferente da vivenciada durante a 2º Geração Romântica.