Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/05/2018
De acordo com o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde), publicado em 2014, o Brasil é o 4° país com o maior crescimento no número de suicídios na América Latina, considerado em 2015 a segunda maior causa de morte. Em 2017 é relatado também que o Brasil é recordista no transtorno de ansiedade e que a depressão cresce no mundo todo. Apesar de ser um problema nitidamente real, ainda há certa censura na gravidade da situação, uma vez que as divulgações em relação a isso são cautelosas, para que as pessoas não se sintam encorajadas a atentarem contra a própria vida. Por um lado é possível observar que entre os fatores de risco associados a depressão, a ansiedade e os transtornos mentais é a principal causa do suicídio. Do posto de vista social a relação ligada à essas doenças psíquicas tem muito a ver com a predisposição individual ou histórico familiar apresentado pelo indivíduo, experiências traumáticas e a mudança da sociedade frente às tecnologias, gerando nas pessoas uma certa falta de afetividade física. Já do ponto de vista patológico essas doenças atuam no organismo de forma mais diversificada, como por exemplo, alteração nos níveis de neurotransmissores e alterações hormonais, ocasionando uma sensação de tristeza e desanimo. Por outro lado é notório que nem sempre o indivíduo precisa apresentar um quadro de imensa angústia e desprazer. Um surto de raiva, desespero ou medo também deve ser considerado um fator preocupante. Em exemplo disso há o caso do suicídio coletivo de mais de seis mil pessoas em 1945 nos dias finais da segunda guerra mundial, quando Adolf Hitler e outras pessoas, indiretamente influenciadas por ele, atentaram contra a própria vida por medo de serem vítimas de atrocidades e também pela lealdade aos princípios do partido Nazista. Muitas das vezes tentativas ou atos suicidas são um pedido de socorro para a transformação de uma realidade cercada de dor, opressão e desamparo para um novo cenário de paz. Apesar de o Brasil estar entre os 28 países com estratégia nacional de prevenção ao suicídio, que por sua vez oferecem acompanhamento psicológico e psicoterápico, ainda assim há muito a ser feito para que os índices possam diminuir, tais como: o governo poderia investir mais na promoção de palestras feitas por profissionais sobre inteligência emocional, a fim de desenvolver nas pessoas a capacidade de lidar com problemas, de tal forma que o alcance seja a todos os grupos sociais e não apenas a grupos específicos, como profissionais da área de saúde; treinamento especializado com a equipe da educação, possibilitando-os de identificarem comportamentos suspeitos nos jovens e adolescentes; além disso, a mídia poderia persuadir de forma recorrente as famílias a buscarem auxilio nos centros de aconselhamentos, bem como divulgar mais as formas de como ajudar pessoas que se encontrem em situação duvidosa. Assim, já diminuiriam consideravelmente as taxas de suicídio no país.