Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/05/2018
Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista Werther encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores psicológicas, de um amor impossível. No Brasil, não é diferente. Muitos jovens suicidam-se para se libertarem do excessivo grau de sofrimento, causado, muitas vezes, por bullying e pela família ausente.
Segundo o filósofo Rousseau, quando a vida é um mal para alguém e não é um bem para ninguém, é permitido se livrar dela. Aparentemente, essa é a conclusão que chegam os jovens. Desde o ambiente escolar, sofrem com bullying, nos quais são hostilizados continuamente e entram em sofrimento psíquico. Nesse contexto, perdem a autoestima, e principalmente, a vontade de viver.
Além disso, a família está diretamente envolvida com a decisão dos adolescentes suicidas. A perda dos pais, os conflitos familiares ou a ausência desses, faz com que o indivíduo, ao se deparar com as dificuldades sociais externa, não recorra à família, visto que, se sentem incapazes de se comunicar com os pais ou mesmo pedir o apoio.
É evidente, portanto, que o suicídio se tornou um problema de saúde, ao passo que, é um desfecho de um problema físico ou mental. Em razão disso, o Ministério da Educação, deve atribuir ao currículo letivo das escolas a ética como matéria, para tratar abrangentemente as diferentes etnias, com o intuito de criar um melhor senso crítico nos alunos, evitando assim o bullying. Ademais, é primordial o papel da família, atendando-se a qualquer mudança abrupta, e sempre dialogando com os filhos, para que assim,eles se sintam mais aptos para pedir apoio. Dessa forma, as taxas de suicídios diminuíram e haverá uma sociedade mais empática.