Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/05/2018

A segunda geração do Romantismo, no Brasil, foi marcada pelo sentimento fúnebre, em que a morte era uma maneira de fugir dos problemas vividos. Contudo, fora da literatura isso é uma realidade nacional e que vem aumentando cada vez mais entre os jovens. Embora, existam estratégias já em vigência, ainda vê-se a necessidade de atuações preventivas para diminuir os casos de suicídio no país.

É importante pontuar que a principal motivação que leva o ser humano a preferir a morte é a aceitação social seja por questões religiosas, raciais ou de orientação sexual. Assim, como afirmado por Karl Marx, “O homem é por natureza um animal social”, ou seja, não somente o convívio em sociedade é preciso, mas também o envolvimento e a admiração dos demais membros do grupo social vivido. Dessa forma, a não aceitação social gera a depressão e por consequência dessa doença o suicídio torna-se uma opção para as pessoas.

Diante desse cenário, a autodestruição vem sendo tratada como uma epidemia silenciosa que afeta, na maioria das vezes, a juventude. Ademais, foram criados aplicativos como o “Ajuda já” e campanhas como o “Setembro Amarelo” visando reduzir os casos de suicídio por meio de conversas voluntárias com pessoas que estão sem perspectiva de vida e levando informações sobre causas e consequências de desistir da vida para toda a população. Logo, as pessoas informadas e conscientizadas podem ser mais uma ferramenta de prevenção ao problema.

Fica evidente, portanto, que o suicídio nessa faixa etária deve ser prevenido. Por isso, o Ministério da Saúde em parceria com a mídia podem se tornar aliados a essa luta, promovendo campanhas de valorização à vida por meio de propagandas e folhetos informativos. Além disso, o Governo Federal pode colaborar com investimentos na área de tratamento psicológico gratuito para as pessoas sujeitas à depressão. Por outro lado, a escola também pode atuar como vetor de informação para os pais comunicando-os sobre o comportamento suspeito de alunos facilitando assim um possível diálogo entre família e o jovem e uma possível constatação de problemas. Desse modo, é possível reduzir o número de casos de suicídio no país e deixar a admiração pela morte apenas na literatura.