Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/05/2018
No século XIX, o sociólogo Émile Durkeim realizou estudos a respeito do suicídio. Além disso, ele classificou os tipos de suicídios em três gamas: o altruísta, anômico e egoísta. Contudo, apesar desta problemática ser algo secular, os motivos que potencializam um jovem a dar fim à vida são diversos, como a depressão. Desta forma, os caminhos para combater o suicídio, no Brasil, é através do diálogo, informação e o afastamento de concepções sobre esta temática.
Primordialmente. segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), a depressão e a ansiedade são o mal do século XXI. Entretanto, devido a falta de conhecimento da população, estas doenças acabam sendo naturalizadas ou banalizadas, cuja mazela é vista pela sociedade brasileira como sinal de “fraqueza”. Desta forma, entre a população jovem, os pais são omissos e incapazes de perceberem, em seus filhos, o pedido de ajuda e até possíveis indícios de pensamentos suicidas. Sendo assim, a falta de diálogo na instituição familiar e a depressão presente na mesma, são fatores que potencializam o suicídio.
Ademais, recentemente, o Papa Francisco divulgou, em síntese, que o suicídio não era mais visto como um pecado pela Igreja Católica. Através desta afirmação, é gerado análises distintas a respeito da sociedade, pois, pode demonstrar um atraso da população, em que um ato motivado majoritariamente por uma doença era/é visto negativamente pela sociedade cristã, contudo esta ação gera impactos positivos a cerca desta temática. Contudo, infelizmente, persiste os julgamentos, embasados em concepções morais, sobre atos suicidas. Sendo assim, é notório que os jovens estão mais suscetíveis aos comentários discriminatórios e discursos de ódio, pela facilidade que estes últimos são encontrados nas redes sociais, utilizadas principalmente pela juventude, e também pela falta de leis que punem esse tipo de ação.
Portanto, dado os expostos apresentados acima, para que o suicídio entre os jovens no Brasil seja equacionado é necessário que haja o diálogo sobre esta temática em todas as instituições sociais. Desta forma, suprimindo todos os julgamentos morais, o suicídio deve ser tema de palestras promovidas pelo Estado, principalmente em escolas com o fito de atingir a parcela jovem da população brasileira. Assim, visando instruir, tanto os próprios alunos quanto o corpo docente, à abordar e conduzir situações em que há o indício de pensamentos suicidas a fim de evitar a ação de fato. Além disso, o Governo Federal deve oferecer acompanhamento psicológico nos postos de saúde, totalmente gratuitos e para todas as faixas etárias. Sendo assim, segundo o filósofo Platão " O importante não é viver, mas viver bem".