Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/05/2018
O suicídio vem sido relatado desde os primórdios da humanidade, sendo ora condenado, ora tolerado. Na Grécia antiga, por exemplo, um indivíduo não podia se matar sem prévio consenso da comunidade, por ser um atentado contra a estrutura da sociedade. Em Roma, o suicídio era legitimado apenas para níveis sociais mais elevados. Na Idade Média, o suicídio foi condenado pela Igreja e o Estado. Já no Brasil, atualmente, tal prática embora desaprovada, continua sendo praticada de forma clandestina por muitos jovens, que no intuito de sair de um sofrimento, e sendo influenciada por fatores sociais cometem o suicídio, tornando-se imprescindíveis mudanças para resolver o problema.
É indubitável que o suicídio está relacionado a algum tipo de sofrimento existencial que a pessoa não consegue superar. Consoante o filósofo Nietzsche, “a ideia do suicídio é um potente meio de conforto: com ela superamos muitas noites más”. Dessarte, seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que muitas pessoas que se deparam em um estado depressivo, sem esperança e se martirizando com as angústias e decepções, encontram na morte a única saída para a dor e o sofrimento, deixando na vida de sua família e amigos um sentimento de dor e culpa.
Contudo, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. No livro “O suicídio”, Émille Durkheim tange o suicídio a fatores sociais, como a família, a escola, os grupos de que participa, os amigos e a sociedade. Logo, partindo desse pressuposto, nota-se que esses grupos influenciam incisivamente na produção de um episódio suicida, seja para que eles ocorram, por exemplo, devido a baixa integração social culminando na depressão e, destarte, o suicídio, seja para evitá-los, visto que o diálogo com pessoas que estão sofrendo algum tipo de problema existencial e não conseguem superar sozinhas, poderiam ajudar a resolver a situação, melhorar a integração delas na sociedade e, outrossim, acabar com a perpetuação do suicídios entre os adolescentes brasileiros.
Fica evidente, portanto, que o suicídio está diretamente relacionado a fatores sociais, que entrelaçado a falta de comunicação com pessoas próximas ou especialistas, resultam nessa tragédia. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde criar um portal anônimo online, para estimular o diálogo com profissionais no assunto, através de consultas psicológicas durante todo horário comercial. Diante disso, as pessoas que estão passando por problemas e precisam desabafar, possam conversar com os especialistas sobre diversos assuntos sem o medo de serem julgadas, podendo realizar consultas online até adquirirem confiança no psicólogo e resolverem divulgar suas identidades e marcarem as consultas presencialmente. Assim, o problema poderia ser resolvido de curto a médio prazo, pois por meio da conversa poderá chegar a soluções alternativas para o impasse, excluindo assim a hipótese do suicídio.