Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Na série coreana “Love Alarm”, impulsionados pelo aplicativo o qual informava se o indivíduo era ou não amado, diversos jovens se submetem à um evento de suicídio coletivo. Fora do cinematográfico, a realidade se mistura com a ficção, haja vista que a Coreia possui altíssimos índices de autocídio mundialmente. A respeito disso, instituições privada interviram na Ponte Mapo do Rio Han, famosa pelos casos de morte, e deram a ela um método inovador de prevenção, conduzido por especialista, o qual possibilitou reduzir em 85% esses óbitos. Desse modo, tendo em vista esse problema mundial, o Brasil pode aprender com o exemplo asiático bem sucedido. Portanto, é necessário analisar a importância de amparar o jovem moderno em diferentes contextos da sociedade.
Mormente, a pressão no trabalho, o bullying na escola e os conflitos familiares nas casas são os principais motores os quais podem levar ao suicídio segundo o Ministério da Saúde. Dessa forma, o Estado, como responsável por garantir os direitos individuais dos cidadãos, dentre eles a vida, deveria ser mais ativo quanto à persistência do autocídio nesses espaços. Acrescenta-se a isso, ainda, o pensamento Kantiano que o homem é fruto da educação ao qual é exposto, em suma, trabalhar de forma preventiva nesses lugares de interação social possibilitaria ao indivíduo maior esclarecimento do assunto e, consequentemente, redução nos casos, uma vez que eles estariam atentos aos indicadores de situações que poderiam ocasionar mortes.
Consoante a isso, tendo em vista a presença das redes sociais e de plataformas online nos hábitos do jovem moderno, filtrar acontecimentos no âmbito virtual é importante para prevenção ao suicídio por causas relacionadas a ataques na rede. Foi a partir desse pressuposto que o Facebook, empresa unicórnio americana, removeu conteúdos com discursos de ódio e afins, chamados “hates”, que eram publicados na página. Entretanto, banir esses usuários odiosos, dar direito e suporte para as vítimas denunciá-los por crimes cibernéticos deve ser uma atitude usual para todos sites na internet.
Destarte, faz-se mister o apoio estatal na prevenção do suicídio em todas esferas sociais. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, em coalizão com plataformas de mídias sociais no Brasil, continuar a coibir frases e mensagens de ódios, tal como monitorar, por meio de algoritmos especializados, postagens que remetam a discursos suicida. Já no âmbito offline, aliado aos Ministério da Educação, levar, por meio de debates e atividades extracurriculares, temas pautados na prevenção do autocídio e no conhecimento de redes de ajuda, como o Centro de Valorização da Vida. Dessa forma, será possível resguardar e amparar jovens brasileiros com pensamentos e atitudes que vão a desencontro da garantia à vida e evitar casos semelhantes aos da Coreia.