Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/05/2018
É de conhecimento geral que, atualmente, o suicídio é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitos jovens estão tirando suas próprias vidas. Nesse contexto, é indispensável salientar que os transtornos mentais estão entre as causas da problemática, haja vista, aumento da dependência química, da depressão, da homofobia e do bullying entre os jovens. Diante disso, vale discutir a fiscalização pública para com o aumento dos casos de suicídio e a importância do esclarecimento da população sobre esse assunto, bem como a atuação do Estado de modo a prevenir tal impasse.
O diagnóstico dos transtornos mentais é impreciso, como também a incidência é imprevisível e pode gerar danos profundos às vidas dos jovens. Um exemplo que ratifica esse pensamento acontece no seriado americano “13 Reasons Why” que, por meio da jovem Hannah, demonstra os perigos da depressão: isolamento social, liquidez nas relações e, sobretudo, o suicídio. Seguindo essa linha de raciocínio, o sociólogo Zygmunt Bauman sustenta a ideia de que vivemos em um momento de substituição de valores coletivos por valores individuais, e as relações se dão por meio de conexões fluidas que podem ser desfeitas com muita facilidade, desenvolvendo uma potencial tendência ao suicídio. De maneira análoga, é possível perceber que, por falta de administração e fiscalização pública, por parte de algumas gestões, a proteção aos jovens brasileiros não é firmada.
Outro ponto relevante nessa temática é o pouco esclarecimento da sociedade acerca do aumento do suicídio entre os jovens brasileiros. Isso se evidencia na pouca adesão popular às campanhas de prevenção ao suicídio, como a “Setembro Amarelo”. Nessa ótica, estudos do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) indicam que o suicídio aumentou em 27% nos últimos dez anos, registrando uma média de 2800 casos por ano; fato esse que teria regredido com um maior engajamento social no que se refere às discussões sobre o suicídio. Sendo assim, um mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor as barreiras do suicídio.
Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Para isso, o Ministério da Saúde, em consonância com o Ministério da Educação, deve aumentar a fiscalização sobre as instituições escolares e as redes públicas de saúde, de modo a fornecer mais psicólogos, aumentar o acompanhamento letivo dos estudantes e promover debates sobre a prevenção do suicídio e a importância de o assunto ser tratado; com isso, o suicídio diminuirá mediante o diálogo. Com tais medidas, será possível, por fim, salvar os jovens de situações lamentáveis como o suicídio.