Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/05/2018

No romance epistolar,‘‘Os sofrimentos do jovem Wherter’’,escrito por Gother,o protagonista da trama comete suicídio em função de um amor não correspondido.A obra,que apesar de fictícia,aborda uma temática bastante atual no século XXI,os transtornos mentais e suas implicações no corpo civil,sendo denominada o ‘‘mal  do século’’.No Brasil,a problemática é persistente,a qual fere preceitos sociais e psicológicos,os quais se intensificaram na era globalizada.                                                                                A princípio,é preciso analisar que o suicídio é a principal causa das novas relações interpessoais desenvolvidas no modelo atual de sociedade.Segundo a OMS,1 em cada 5 pessoas que tem depres-     são comentem suicídio.Nesse sentido,observamos que o capitalismo possui forte poder de disseminação de doenças psicopatológicas,de modo que a exacerbada valorização da imagem e a submissão frente às imposições das mídias sociais,como o Instagram e Snapchat,acarretam a produção de ‘‘pseudovalores e pseunecessidades’’,caracterizando uma ‘‘sociedade de espectáculo’’.Essa realidade pode ser entendida conforme a óptica de Durkheim,a qual diz que a depressão é gerada pelo ‘‘afrouxamento’’ dos laços entre os indivíduos e o meio social,e que tem por consequência o suicídio,assim quanto maior a interação social  menor as taxas de suicídio.                          Paralelamente,faz-se necessário atentar para o suicídio no corpo civil,o qual vem empobrecimento emocional  e opressão nos cidadãos.Diante disso,presenciamos que os indivíduos buscam,cada vez mais,sensações intensas e experiências carregadas de emoção,exigindo que as pessoas demonstrem uma extrema maleabilidade adaptativa a um mundo instável,denominado por Baumam de ‘‘modernidade líquida’’.Dessa forma,o medo da incompetência,que incide sobre o desejo de ascensão social,e o predomínio da busca pelo prazer provocam um cenário de incertezas,acarretando a falta de confiabilidade,de modo que o sujeito não consegue atingir um ideal de felicidade,estando vulnerável ao suicídio.À vista disso,é notório a inércia em atribuir a importância que circunda a questão.                            Diante desse quadro,é inegável a necessidade de maior desempenho do governo e das mídias sociais no combate ao suicídio no país.A fim de atenuar o problema,o Ministério da Educação e da Saúde devem promover oficinas educativas nas escolas,por meio de palestras e cursos ministradas por psicólogos e psiquiatras,abordando as causas e consequências desta doença,para que finalmente a sociedade combata o suicídio e comece a ter uma maior qualidade de vida.Ademais,é função das prefeituras ofertar vagas para especialização em suicidologia,destinadas para profissionais tanto da educação quanto da saúde,tornando-os hábeis a lidar com o assunto.Já as mídias sociais devem dar maior visibilidade para as doenças psicopatológicas,para que se quebre o ‘’tabu’’ de que suicídio é algo leviano.Assim,gera-se impacto catalisador no bem-estar das pessoas.