Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/06/2018

As relações sociais é uma das forças que estruturam a sociedade. Esse panorama auxilia na análise da questão do suicídio no Brasil. Visto que, na comunidade o assunto é um grande tabu, no qual promove a falta de apoio da população e do Estado para com esses jovens. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores negativos que favorecem esse quadro e dificultam as buscam de caminhos para prevenção.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, no Brasil, ocorre em média 11 mil suicídios em 12 meses, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade. Entretanto, o suicidologista norte-americano, Edwin Shneidman, referência no assunto, definiu suicídio como ato definitivo para uma objeção que deveria ser temporária. Toda via, o suicídio é, também, um problema de saúde pública, no qual, não existem planos de prevenções efetivos fornecidos pelo governo. Consoante a isso, é notório que existem poucos profissionais treinados e tolerantes para acolher o sofrimento humano, tanto para classe média quanto para os de menor condições financeiras.

Em segundo plano, a psicóloga brasileira, Karina Okajima, diz em uma entrevista para o site UOL que o suicídio é uma tentativa de comunicação; porém, é um tabu social, sendo isso o maior fator negativo da problemática. Desse modo, é válido citar, por exemplo, o seriado americano 13 Reasons Why, que mostra os motivos do suicídio de uma jovem e, logo após foi proibido na escola conversar sobre o ocorrido. Dito isso, é perceptível que o assunto seja um tabu devido a população tem receio de dialogar sobre, achando que incentivará os jovens ao ato. Por fim, os grupos de vulnerabilidade são os LGBT’s, vítimas de violências (doméstica e bullying) e pessoas com doenças mentais. Ou seja, grupos que não têm suas dores legitimadas e sem espaço para expôr suas vozes e se defenderem.

Portanto, é indispensável o investimento do Estado, por meio do Ministério da Saúde, em associações nos bairros, com profissionais psicoterapeutas treinados e tolerantes, fazendo o papel de mostrar aos jovens possíveis meios de curarem suas dores e formas de buscar ajuda para trabalharem neles a tolerância existencial. Sendo fundamental, também, o envolvimento das instituições de ensino, criando palestras para os alunos e familiares a respeito do assunto, com intuito de esclarecer os sinais de alertas (que são pedidos de acolhimento), sobre a importância de dialogar esse viés e, aprender a lidar com a vulnerabilidade humana, sendo esses caminhos para prevenir o suicídio e quebrar esse tabu na sociedade.