Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/05/2018
Segundo a teoria durkheimiana, a cultura e a sociedade são duas grandes influenciadoras no ato do suicídio. Analogamente, comprovando a teoria de Durkheim, na crise de 29 foi constatado um elevado número de mortes por tal alto, devido a instabilidade econômica vivida na época. Hodiernamente, observa-se que essa problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade brasileira, seja pelos ideais imediatistas do capitalismo, seja pelo tabu da sociedade em falar sobre saúde mental. Nesse sentido, convém analisarmos as consequências de tais posturas para a sociedade no Brasil.
É relevante abordar, primeiramente, que a prática do suicídio teve um elevado aumento desde as grandes revoluções industriais. Nesse ínterim, à vista da solidificação do capitalismo, é notório que a ideologia econômica vivida hoje no Brasil é uma das bases influenciadoras dos autocídios, visto que há uma constante busca pelo ideal de felicidade econômica que, quando não encontrada, provoca conflitos internos nos trabalhadores. Ademais, o excesso de atividades diárias têm concebido concepções imediatistas entre alguns grupo sociais - principalmente jovens, que põem fim em suas vidas por não adquirirem o que precisam para viver a falsa felicidade enaltecida pela mídia e sua publicidade.
Concomitante a isso, articular sobre saúde mental ainda é um tabu para a população brasileira, principalmente quando trata-se de suicídio. Isso se deve ao fato de que grande parte dos brasileiros foram criados em meios conservadores que negavam a importância de manter diálogos sobre vitalidade psicológica. Nesse cenário, o célebre livro As Vantagens de Ser Invisível retrata precisamente as conturbações vividas por alguém que está encurralado entre o desejo de viver e fugir da realidade. Destarte, parafraseando a célebre frase de Thomas Hobbes: “A intervenção estatal é necessária como forma de proteção dos cidadãos”, medidas são necessárias para reverter essa epidemia social.
Dessa forma, diretrizes que formulem mudanças são necessárias para resolver o impasse: os elevados números de suicídios no Brasil. A partir disso, o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover palestras, em comunidades e escolas, com psicólogos e psiquiatras que tratem acerca dos transtornos mentais, a fim de esclarecer as dúvidas da população. Essas palestras deverão ser feitas com linguagem apropriada à população e por meio da apresentação de vídeos apelativos. Para mais, é imprescindível que o Ministério da Saúde disponibilize tratamentos eficazes para problemas psicológicos, e torne-os de conhecimento público, a partir da mídia e seu potencial de divulgação, a fim de reverter possíveis novos casos de suicídio. Dessa forma, a anomia social descrita por Durkheim poderá ser contestada.