Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/05/2018
O suicídio entre os jovens, no Brasil, tem sido um tema preocupante. Transtornos mentais que são ignorados e o preconceito sobre o tema são situações que ilustram esse regresso contínuo. Para o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio é um fato social e uma representação coletiva de uma sociedade que oscila entre problemas globais enraizados, como a violência, e a desorganização social passageira. Assim, torna-se necessária a adoção de novas medidas que atenuem a questão.
O suicídio sempre esteve presente na sociedade. Na idade média cristã, o suicídio era condenado pela teologia, de forma que o cadáver poderia ser exposto, queimado ou castigado publicamente, além da igreja fazer de tudo para combater o ato. Atualmente, o suicídio é comum entre os jovens, fato exemplificado pela BBC Brasil, que indicou um aumento de 27,2% na faixa etária de 15 a 29 anos durante o período de 1980 a 2014. Os conflitos interpessoais como a pressão do vestibular, a entrada no mercado de trabalho, a baixa autoestima e o bullying são fatores que podem desencadear doenças psicológicas como a depressão, o transtorno bipolar ou até a esquizofrenia, agravadas muitas vezes, pela falta de tratamento adequado.
Outro aspecto importante é o suicídio representar a saída de um problema que causa muito sofrimento. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o suicídio é a negação de viver, no qual o indivíduo gostaria de viver se ele pudesse fazê-lo com satisfação, porém, as circunstâncias são muito fortes para ele. Assim, o fato do assunto ser um tabu na sociedade facilita o suicídio entre os jovens, que, em sua maioria, não alcançaram maturidade emocional, além de dificultar a busca daqueles que precisam de ajuda profissional. Ademais, o apoio familiar é constantemente negligenciado e os problemas mentais vistos como frescura, de forma que o indivíduo pode se sentir desamparado pela falta de apoio mental.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. O Ministério da Saúde deve implantar uma rede de atendimento psicológico e psiquiátrico no Sistema Único de Saúde (SUS) com profissionais adequados e uma maior infraestrutura, com o propósito de aumentar o acesso e promover assistência aos que sofrem de transtornos emocionais. Além disso, deve conscientizar a sociedade civil com o auxilio dos meios de comunicação, a fim de desmistificar o tema, e assim, haver maior diálogo nas famílias para o assunto ser tratado com seriedade e como um problema de saúde pública. Dessa forma, haverá o maior bem estar da população e a diminuição do suicídio em solo nacional.