Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/06/2018

O suicídio entre os jovens no Brasil sempre foi e ainda é um tabu a ser discutido. Tal qual, desde a idade média era tão reprimido, que os que faziam eram fadados a humilhações públicas, e chamados de egoístas e covardes. O que leva a análise de que, mesmo com a condenação e repúdio ao ato, a sociedade não busca a compreensão e solução para a prevenção do problema.

Tendo em vista que, cerca de 70% das pessoas que se mataram procuraram ajuda profissional, segundo dados apresentados por Alexandrina Meleiro, membro da sociedade Brasileira de psiquiatria, é notório que há  falta de informação até na própria área que deveria cuidar da saúde, ainda que seja um médico apenas especializado no âmbito físico, deveria haver uma noção considerando que  várias doenças físicas podem agravar as doenças mentais.

Ou seja, é algo que a comunidade não se propõe a mudar, pois não há informação muito divulgada, nem tampouco preocupação devida além de minimização de transtornos que são as maiores causas do ato contra a própria vida na juventude. Ademais, o sociólogo Émile Durkheim diz que os espaços sociais são importantes para o indivíduo sentir se integrado e acolhido, seja nas relações familiares ou na escola, que são lugares em que normalmente ocorrem maior desavenças traumáticas como abusos na infância, incompreensão pela orientação sexual, ou bullying.

Em síntese, para a prevenção da epidemia silenciosa, é importante destacar a atuação do ministério da saúde em palestras educacionais e treinamentos para os profissionais, visando que eles tenham um entendimento mais completo de como tratar os pacientes que apresentam os problemas mencionados. Além disso campanhas de  divulgação das CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) pros que não tem como aos recorrer a psicólogos e psiquiatras particulares. E por fim, em parceria com o ministério da educação, fazer palestras em faculdades e escolas sobre como impedir que o bullying aconteça.