Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/07/2018
Segundo William James, o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental. O problema é que, na maioria das vezes, essa mudança ocorre involuntariamente e de forma negativa, levando muitos jovens ao suicídio, como ocorre frequentemente no Brasil. São vários os fatores que levam ao suicídio, como problemas mentais e pessoais, os quais em grande parte das vezes, são advindos de lugares e situações imperceptíveis, como a escola, o trabalho, ou até mesmo de algo dito por outra pessoa.
É indubitável, de fato, que nos últimos anos o suicídio entre jovens no Brasil sofreu um grande aumento. A maioria das pessoas que cometem suicídio, sofrem de problemas mentais e pessoais, os quais são ignorados em grande parte das vezes por outras pessoas. No caso dos problemas mentais, muitas vezes ele está presente desde o nascimento ou se manifesta ainda na infância, por isso é muito importante que ele seja diagnosticado precocemente, para que se desenvolva um tratamento eficiente e seja possível amenizar os seus sintomas, como é o caso da esquizofrenia, doença que não tem cura e que causa delírios nas pessoas, podendo levá-las a situações de risco durante um surto.
Ademais, deve-se considerar também a importância de se dar atenção aos problemas pessoais, que podem ser gerados em lugares e situações imperceptíveis do cotidiano. Muitos jovens são alvo de preconceito pela cor da sua pele, sua aparência, sexualidade, atitudes, e por mais que para alguns seja algo sem importância e fácil de ser ignorado, para outros pode afetar gravemente o psicológico, fazendo com que essas pessoas se sintam inferiores, feias, estranhas, e só consigam ver como saída, colocar um fim na própria vida.
Diante do exposto, cabe ao governo criar um projeto de lei que torne obrigatória a presença de psicólogos nas escolas e na comunidade gratuitamente, para que os jovens recebam ajuda de profissionais capacitados. Concomitantemente, as escolas e as prefeituras devem realizar palestras para os alunos e para a comunidade sobre a importância de se prevenir o suicídio, quebrando esse esteriótipo de que quem frequenta psicólogo é “doido”. Além disso, deve-se realizar debates nas escolas sobre a importância de aceitar e respeitar as diferenças das pessoas, de modo a evitar a disseminação de diversos tipos de preconceito. Oferecer ajuda a alguém que está passando por algum problema também pode evitar um suicídio. A mente humana é algo muito complexo, por isso, qualquer comportamento diferente deve ser levado a sério, pois nunca se sabe a consequência que ele pode gerar.