Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/05/2018
A Era das redes sociais e do compartilhamento de imagens gerou um padrão comercializado de felicidade, que esconde a realidade de muitos jovens na contemporaneidade. A partir disso, a busca pelo modelo exposto gera transtornos e o ato de suicídio pode ser banalizado pela sociedade brasileira. Por isso, a família e o ambiente acadêmico devem se posicionar para que essa problemática seja combatida e prevenida.
Nesse contexto, a estrutura familiar moderna pode provocar o distanciamento da juventude do âmbito íntimo e pessoal. A pós-modernidade, segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, é caracterizada pela liquidez das relações e o enfraquecimento dos laços afetivos. Dessa maneira, é importante que haja confiança e diálogo entre pais e filhos, uma vez que o sentimento de pertencimento pode evitar que suicídios sejam efetivamente executados.
Além disso, o bullying presente nas escolas do país influenciam a psique dos estudantes. Foi noticiado, em 2011, o caso de um ex-aluno de uma instituição de ensino localizada no Rio de Janeiro, que assassinou 11 crianças e cometeu suicídio após o crime, motivado pela violência psicológica que havia sofrido naquele ambiente. Logo, mostrou-se a necessidade de intervenção das instituições educacionais na manifestação de qualquer tipo de agressão entre os jovens ali inseridos para impedir maiores obstáculos no futuro.
Infere-se, portanto, que a fragilidade familiar e a violência verbal, física ou psicológica podem gerar mais casos de suicídio na atualidade. Assim, faz-se imprescindível a atuação direta da família no incentivo à comunicação com os filhos, através de uma aproximação gradual, com o objetivo de conhecer e preservar a saúde mental dos mais novos. Ademais, o Ministério da Educação concomitante ao Governo Federal podem instituir, com o direcionamento de uma parte da verba da educação, aconselhamentos psicológicos nos colégios com maiores índices de bullying e proporcionar os tratamentos adequados àqueles com tendências suicidas, uma vez que a qualidade da educação é refletida pela saúde dos estudantes.