Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/07/2018

Durante o ano de 2017, a série norte-americana 13 Reasons Why tornou-se um grande sucesso por revelar questões, até então, negligenciadas pela sociedade, em especial ao retratar o suicídio da jovem Hannah Baker. Apesar do seriado se passar nos Estados Unidos da América, é possível relacioná-lo à realidade brasileira, ao registrar um aumento preocupante nos casos dessa forma de morte, em especial na juventude, levando à busca por caminhos para combater o problema em questão. Decerto, é inegável que o crescente número de casos relacionados à problemática é decorrente de um corpo social marcado pelo bullying e que não acompanha psicologicamente seus membros.

Mormente, é indubitável que a principal causa do suicídio juvenil na sociedade contemporânea é derivado do bullying, que persiste a assolar a realidade adolescente. Sob tal ótica, o filósofo suíço Jean Jacques Rousseau afirma que “a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. É possível relacionar tal afirmação ao Determinismo - o homem é fruto do meio, da raça e do momento histórico- uma vez que o bullying, ao estar intrínseco no corpo social brasileiro, é incentivado pelo mesmo e permanece a propagar-se ao longo das gerações determinando os novos indivíduos a essas práticas e, com isso, aumentando os casos de suicídio. Portanto, o combate a essa forma de violência é necessário para reduzir os casos do problema abordado.

Outrossim, a ausência de acompanhamento psicológico especializado para a juventude corrobora, em conjunto com o bullying, para a piora da questão. Tal ausência, por exemplo, é notada no seriado 13 Reasons Why, em que, no último episódio, o estudante Clay Jensen, em uma consulta com o conselheiro de sua escola, afirma que um simples acompanhamento psicológico poderia ter evitado o suicídio de Hannah Baker. Logo, é inegável a assistência de um profissional especializado para tratar de tais questões irá evitar que novos casos de jovens suicidas surjam para piorar os já preocupantes dados que o Brasil apresentou nos últimos anos.

Infere-se, portanto, que o suicídio de jovens brasileiros é resultado de negligencia psicológica aliada a agressão. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação que, em conjunto com o Ministério da Saúde, ofertem psicólogos para consultas gratuitas nas escolas de ensino médio do país, por meio de incentivos a esses profissionais e aos estudantes, para que, com o auxilio especializado, o jovem possa enfrentar seus problemas emocionais e superá-los. Além disso, cabe aos governos estaduais campanhas que combatam o bullying e incentive a denúncia de casos de agressão. Com isso, a problemática deixará, de forma gradativa e eficaz, de ser uma realidade no Brasil e a juventude passará a enfrentar seus problemas em ter que tirar sua própria vida.