Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/06/2018

Na obra literária alemã ‘‘Os sofrimentos do jovem Werther’’, de Johan Goethe, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Nesse sentido, o suicídio enquanto um problema de saúde pública se alastrou e hoje, no Brasil, é recorrente entre os jovens, evidenciando uma série de fatores socioculturais que, pela ausência de intervenção, culminam no autoextermínio.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da família para a saúde dos jovens. Segundo o Departamento de Saúde Mental e Medicina Legal da UFG, é crucial que haja o desenvolvimento e o crescimento de vínculos com a família, que garantam a sobrevivência física e psicológica desses indivíduos. Contudo, o contexto familiar é considerado um fator desencadeante para a tentativa de suicídio. Perdas de  vínculos e violência doméstica, colocam o adolescente em situações de fragilidade e, nem sempre esses jovens estão preparados para lidar com tais circunstâncias.

Além disso, a escola pode se tornar um cenário favorável no que se refere ao fortalecimento do comportamento suicida. A prática do bullying está por trás de diversas tentativas de suicídios entre os adolescentes. Conforme a Psicologia do Desenvolvimento, o jovem é influenciado facilmente pelas opiniões  alheias passando a agir de forma inconstante. Nessa etapa em que o adolescente está adquirindo sua própria identidade, se as questões não forem bem resolvidas, o indivíduo não se reconhece dentro de um contexto social e busca uma referência que dê sentido a seu existir, configurando as obras ultrarromânticas marcadas por dor, frustração e desejo pela morte.

Fica claro, portanto, a necessidade de prevenção ao suicídio, que se tornou um problema de saúde pública. Dessa maneira, cabe ao Ministério de Saúde juntamente com o Ministério da Educação, disponibilizar um curso que oriente os profissionais da educação a identificar os fatores de risco, criando espaços onde estimulam o diálogo entre os jovens e a família, promovendo uma reflexão e o alerta frente a esse emblema. Assim, as taxas de suicídio serão amenizadas levando aos adolescentes novas alternativas.