Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/06/2018

A sociedade e o mercado de consumo vendem a ideia de uma vida perfeita a todo o momento e conforme o ser humano se desenvolve, ele começa a entender e ocupar seu lugar no mundo, o que pode gerar muitas frustrações, muitos questionamentos e desilusões por não se enquadrar nesses ideais. Levando muitos jovens tirarem sua própria vida.

Basta acessar qualquer meio de comunicação que nos deparamos com o modelo ideal de relacionamento, de imóvel, de carro, de aparência, do que usar e de família perfeita deve ser, um modelo inalcançável para a maioria dos brasileiros. Coloca-se também uma grande pressão psicológica para que quando criança você já se decida o que vai ser quando crescer e que escolha uma profissão que lhe dê meios de conquistar a “vida ideal”. Muitos se perdem no caminho quando percebe que não atendem o padrão, que não se enquadram, que não faz sentido a forma que se vive e acaba se vendo sem saída, sem alternativas e optam pelo suicídio.

O suicídio é o ultimo passo de uma pessoa que sofre imensamente, e antes disso ela dá indícios de seu sofrimento, entrando em depressão, desenvolvendo transtornos metais, se afastando das pessoas a sua volta, perdendo o interesse em coisas que as cativavam ou até mesmo em poucos casos pedindo ajuda diretamente. Porém, este tema é tratado como tabu e estas pessoas são banalizadas visto que não se ouve falar deste assunto na mídia e de como são tratados os casos de suicídio na sociedade, colocando o suicida como covarde por ter tirado sua própria vida, sem saber o tamanho da dor que carrega esta pessoa.

Portanto faz se necessário maior esclarecimento sobre as doenças que antecedem o suicídio, como a depressão e os transtornos mentais (bipolaridade, esquizofrenia) por meio de campanhas televisivas. Reforço as iniciativas que já existem como CVV e maior divulgação deste serviço nos meios de comunicação, a comando do governo federal. E disponibilização de tratamentos clínicos e holísticos as pessoas que já apresentam indícios ao suicídio, priorizando a conscientização como solução do problema, tanto ao paciente como ao meio em que ele vive, dando preferência aos métodos não medicamentosos para que estas pessoas compreendam o problema que estão passando e saiba conviver com ele sem depender de algum processo químico. Tratamentos disponíveis nos postos de saúde gratuitamente a toda população, promovido também pelo governo federal e fiscalizado pelo governo do estado para que seja garantida alternativa a estas pessoas.