Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/07/2018

O progresso e a decadência

Nascidos durante o fim do século XX e o início do XIX, os jovens brasileiros presenciaram grande euforia com o crescimento do Brasil e a retomada da democracia. A ausência de grandes desafios, entretanto, tornou-os habituados a prosperidade, o que aumenta as expectativas desses indivíduos em diversos aspectos. A frustração comum a todos os seres humanos, nesse contexto, decepciona esses jovens, que passam a apresentar doenças como a depressão.

Tal desilusão pode estar relacionada ao aspecto econômico do país. Criados durante os anos 2000, esses indivíduos testemunharam o aumento do poder aquisitivo e do consumo dos brasileiros, que foram impulsionados com a alta dos preços de commodities. Ao entrarem na segunda década do século, entretanto, o crescimento econômico não vingou, o que causa decepção e falta de perspectiva nos jovens.

Além disso, a cobrança sob essa parcela para ingressar em carreiras cada vez mais disputadas, aumenta a depressão entre esse indivíduos. A frustração ao encontrar um mercado de trabalho em retração, nesse sentido, aumenta a insatisfação desses jovens. Desse modo, o sistema educacional e a vivência social, que pressionam e priorizam o crescimento baseado em avaliações técnicas e imprecisas, maximizam a sensação de impotência dessa população.

A depressão causada pela frustração pode, nesse contexto, ser combatida pelo Governo e pela sociedade. O Ministério da Educação deve, assim, coordenar a implantação de conselhos psicológicos nas escolas para orientar e tratar os jovens com sintomas depressivos. A sociedade civil, deve, além disso, ser conscientizada, por meio de mídias sociais propagadas publicamente pelo Governo, para incentivar os jovens a desenvolver habilidades que lhes causam prazer e proporcionam distração. Com tais medidas é possível combater a propagação da depressão entre os jovens cidadãos brasileiros.