Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/06/2018

O suicídio é considerado pela Organização Mundial da Saúde , como um problema de saúde pública, problema esse que perpassa desde as civilizações antigas. Na atualidade, o Brasil tem enfrentado um elevado índice de atos suicidas entre os jovens, segundo o Ministério da Saúde em 2014 aumentou em 27,2%, visto que na grande maioria os casos têm suas raízes relacionadas à depressão e ao “bullying”.

Segundo o psicólogo americano Rolly May, " a depressão é incapacidade de se construir um futuro". Nessa perspectiva, jovens e adolescentes que passam por momentos de transformação, escolhas e descobertas emocionais; sentem-se oprimidos quando não são aceitos em determinados grupos sociais que buscam se encaixar. As causas da depressão entre jovens  está relacionada ao convívio familiar conturbado e as relações interpessoais, quando essas pessoas são excluídas de ciclos de amizade, relacionamentos ou enfrentam dificuldades no âmbito familiar (violência doméstica, divórcio, etc.), tendem a gerar um quadro depressivo. No entanto, não sendo percebido por aqueles que estão próximos, o jovem com depressão tenta resolver tirando a própria vida.

Além disso, o “bullying”, em especial, ganha destaque na questão do suicídio entre adolescentes e jovens, pois no ambiente escolar essa mazela se mantém firme. Nesses casos jovens que são vistos pelos outros de forma diferente, ora por sua orientação sexual, seu peso, ora por sua cor,sua roupa; são hostilizados, excluídos e terminam não sendo  aceitos por suas diferenças. Quando esse quadro se enraíza, transtornos psicológicos são gerados, o jovem por não ser aceito, toma os insultos como verdade que atinge diretamente sua autoestima e assim termina com o ato suicida.

É necessário, portanto, à atenção do Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde e o de Educação, com intuito de gerar campanhas midiáticas relacionadas aos casos de depressão na adolescência, tendo a  intenção de alertar aos pais e familiares sobre os perigos que os jovens enfrentam, que por sua vez tendem levar ao suicídio. Outrossim, é imprescindível a ação dos órgãos supracitados no ambiente escolar, criando atividades extracurriculares a respeito do combate ao “bullying”, adoção no currículo escolar abordagens sobre as relações entre suicídio, “bullying” e depressão.  Também, faz-se necessário um maior quadro de psicólogos dentro do ambiente escolar, para que possam criar laços de confiança entre o profissional e aquele que estiver passando por problemas. Dessa forma, o suicídio e suas causas terão maior assistência e essa mazela que atinge os jovens brasileiros poderá ter um fim.