Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/06/2018

No século XVIII, na Europa, o lançamento da literatura romântica do autor Johan Goeth, o sofrimento do Jovem Wertherdo, fez-se emergir uma onda de suicídios entre os jovens. Desse modo, no Brasil, encontramos um cenário desafiador, de acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de mortes entre os jovens. Assim, os desafios devem ser superados,  incitando uma maior atenção do poder público e a família; esses, auxiliando como catalisadores para atenuar a problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o suicídio é caso de  intervenção médica,  saúde pública. Desta forma, é atribuição do Estado assegurar a saúde do indivíduo, é um direito fundamental, assegurado na Constituição Cidadã.  Entretanto, o Governo destoa essa obrigação; prova disso,  é a negligência perante os dados que só aumentou nos últimos anos. O MS aponta que, na ultima década, os suicídio cresceram 30% entre jovens do sexo masculino e – 99% – está associada a um transtorno psiquiátrico.

Segundo o poeta  Alziro Zarur,  que afirmava: “O suicídio não resolve as angústias de ninguém¨. Pelo contrário, pode trazer sofrimento para si e familiares. Por isso, a família é fundamental, para a prevenção, é preciso estar atento as mudanças abruptas, e observar comportamentos e transtornos do jovem. Ademais, conversar abertamente sobre o autocídio é importante , e pode ajudar muito aqueles que estão em sofrimento psíquico e vendo a morte como uma alternativa para cessar o seu sofrimento.

Nesse sentido, urge que o Estado, através de envio de recursos ao MS, promova a construção de clinicas especializadas para atender jovens com transtornos psiquiátricos, como também, levar especialistas nas escolas, e convidando a família para participar de palestras, oferecendo diálogos, quebrando tabus, e servindo para sensibilizar os adolescentes sobre a problemática. Além disso, é preciso fazer campanhas usando a mídia, forte influenciadora, e expor a importância dos laços afetivos das famílias e amigos, e mostrar a valorização da vida. Logo, voltaria a alegria e saúde do jovem, como dizia Platão o importante não é viver, mas sim viver bem.