Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/07/2018

É indubitável que o suicídio entre os jovens é um grave problema no Brasil. Diante disso, segundo o sociólogo Julio Jacobo, a taxa desse fenômeno aumentou mais de 55% no país, condição que demonstra a urgência de se buscar maneiras para resolver essa conjuntura. Por essa razão, é  imprescindível pautar acerca da importância de informar a população sobre a depressão, além da desconstrução de padrões sociais existentes, no intuito de discutir a respeito dessa temática.

De fato, sabe-se que a depressão é um dos principais fatores ligados ao comportamento suicida entre os jovens. Em vista disso, gerar conhecimento à sociedade acerca desse transtorno de humor é uma forma de combate aos atos de suicídio juvenil, elemento que pode ser visto por meio da melhor identificação da população em relação aos sintomas da depressão, somado a uma maior busca de tratamentos, contribuindo com a diminuição das taxas de autoexecução atuais. Destarte, é notório a relevância da conscientização dos indivíduos a respeito da depressão, tendo a informação como um instrumento preventivo.

Ademais, segundo Durkheim, tem-se o suicídio fatalista, que é caracterizado por causas pertencentes a padrões comportamentais ou estéticos estabelecidos pelos cidadãos. Nesse sentido, é indiscutível que a quebra da imposição desses modelos sociais é um mecanismo de enfrentamento dos atos suicidas entre os adolescentes, situação que pode ser vista mediante a atenuação do preconceito associado à opção sexual ou de questões corporais, como o sobrepeso, sendo circunstâncias que favorecem a minimização dos índices de suicídio juvenil no Brasil. Dessa forma, é visível a essencialidade da atuação governamental, sendo um dispositivo de desconstrução dos arquétipos predominantes na população brasileira.

Fica evidente, portanto, que é fundamental no país a elaboração de alternativas para mitigar os atos de autodestruição entre os jovens. Desse modo, cabe ao Governo Federal expor aos brasileiros como a depressão é um fator que impulsiona o suicídio juvenil, por meio de mostras em praças públicas ministradas por psicólogos a respeito dos sintomas desse transtorno de humor, com o objetivo de gerar uma melhor identificação acerca dessa questão na sociedade. Outrossim, cabe as escolas juntamente ao Ministério da Educação desenvolver a tolerância entre os sujeitos, mediante o pleiteamento entre alunos e professores acerca do princípio da isonomia previsto no Artigo 5° da Carta Magna, visando relacioná-lo aos preconceitos advindos dos padrões sociais existentes, com o propósito de diminuir a pressão da população relacionada a esses modelos, atingindo as taxas de suicídio fatalista entre os adolescentes.