Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/07/2018
O sentimento de pessimismo, melancolia e infelicidade com a vida não é atual, haja vista que estão presentes em grandes obras da 2ª Geração do Romantismo. Nesse sentido, fica claro que um ato como o suicídio é recorrente, porém, não tratado abertamente, haja vista que as obras românticas foram terrivelmente criticadas e até mesmo censuradas no âmbito familiar do século XIX. Dessa maneira, avalias-se que essa problemática é fruto da falta de diálogo e de fatores sociais.
Mormente, ressalta-se que o suicídio é tratado de forma leviana pela população, pois esta acredita que a divulgação dessa ação acaba incentivando-a. Entretanto, esse argumento é um completo equívoco, pois, a conversa e a liberdade para tratar do assunto são, muitas vezes, o que um potencial suicida precisa para mudar de ideia. Tal fato foi retratado no filme “Felicidade não se compra”, em que a perspectiva de uma vida sem sua existência foi crucial para o personagem revogar sua decisão, o que só ocorreu porque alguém mostrou-o essa condição. Logo, é indubitável a importância de se superar o pensamento errôneo de que o diálogo é um agravante.
Outrossim, é importante destacar que de acordo com o sociólogo Durkheim, os comportamentos individuais são de alguma maneira influenciados por fatores sociais. Nesse sentido, o autor classifica o suicídio como um ato extremamente ligado ao vínculo, ou falta dele, do indivíduo com a sociedade. Portanto, é evidente que o sentimento de pertencimento são imprescindíveis para a vida, sendo urgente ressaltar que cada pessoa tem uma representação particular acerca desse “pertencer”, então não é possível generalizar quais são os fatores que levam alguém a tirar a própria vida, apenas dizer que há relação com seu papel na sociedade.
Destarte, está visível que a carência de comunicação e os fatores sociais são agentes acentuantes do suicídio e deve ser combatido. A princípio, é necessário que as escolas e empresas tratem sobre o tema, por meio de palestras, com psiquiatras e psicólogos, e ofereçam também acesso a psicólogos em suas dependências, para que os cidadãos tenham apoio profissional qualificado em lidar com essa situação, pois assim, a liberdade de diálogo será alcançada. Ademais, é viável que as redes de televisão aberta invistam em filmes, séries, novelas e documentários que abordem essa questão, os quais deverão levar em conta os principais fatores que levam ao suicídio e retratá-los de forma a alertar a população sobre os sinais de risco, além de oferecer mensagens de esperança e superação, para que o âmbito social esteja devidamente preparado e familiarizado com essa problemática. Feito isso, Brasil atenuará os números de pessoas que tiram a própria vida e não repetirá os erros cometidos no século XIX.