Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/07/2018
No livro ‘‘Os Sofrimentos do Jovem Werther", do escritor alemão Johann Goethe, é retratado o suicídio do protagonista Werther que encontra na morte uma forma de libertação do sofrimento que vivencia diariamente. Assim como ele, vários jovens brasileiros também se suicidam conduzidos por várias implicações presentes no meio social em que vivem. No que tange essa questão, é imprescindível que a sociedade busque as verdadeiras causas e meios com urgência para combater esse cenário preocupante que faz-se crescente.
A princípio, deve-se ressaltar que as principais razões que levam à realização do suicídio são problemas envolvendo relacionamentos conturbados e pensamentos depressivos. A maioria desses problemas estão inseridos no ambiente familiar e passam despercebidos pelos pais. Sendo assim, o jovem que normalmente sente falta de amor e compreensão é motivado pela depressão e desequilíbrio emocional tirar a própria vida por acreditar que viver não faz mais sentido. Segundo dados da Organização da Saúde (OMS), o bullying e a pressão imposta nas escolas e universidades também são responsáveis pela autodestruição de muitos adolescentes que não conseguem lidar todos os dias com as agressões e cobranças.
Outrossim, verifica-se que, a mídia tem uma grande influencia sobre diversos casos de suicídio. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), a maioria dos jovens que convivem com algum transtorno social e trauma emocional se matam após serem influenciados por conteúdos midiáticos. Comprova-se isso com a série do canal Netflix, ‘‘Os Treze Porquês’’, que retrata abertamente o suicídio da jovem Hannah Baker. Outro exemplo é o ‘‘Jogo da Baleia Azul’’, em que a pessoa seguia ordens de um desconhecido pela internet e aos poucos se autodestruía.
Destarte, urgem sinérgicas políticas públicas entre o Ministério da Saúde e Educação, o Estado e a mídia, a fim de converter a problemática abordada. É importante a promoção de campanhas de conscientização nas escolas e por meio da internet e televisão. Também é importante a criação de programas e associações de apoio psicológico que trabalham com a prevenção do suicídio e valorização da vida. Somado a isso, é fundamental que a família procure dialogar frequentemente com seus filhos dando mais atenção sobre o comportamento deles e auxiliando no tratamento desses transtornos socais e emocionais responsáveis pela morte de tantos jovens no Brasil.