Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/06/2018
Émilie Durkheim, sociólogo francês, partia da ideia que o suicídio estava relacionado com fatores sociais. A partir dessa teoria, ele publicou no fim do século XIX um livro em que explicava partindo do pressuposto social, os motivos que levavam as pessoas cometerem o suicídio. Hodiernamente, é muito comum na sociedade brasileira, jovens praticarem o autocídio classificado por Durkheim como ‘‘O Suicídio Egoísta’’, na qual o jovem por diversas implicações não se sente parte condizente do meio em que vive, decidindo assim destruir a própria vida.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que, as principais razões que conduzem à realização do suicídio, são problemas envolvendo relacionamentos conturbados e pensamentos depressivos. A maioria desses problemas estão inseridos no ambiente familiar, em que ocorre a falta de amor e diálogo entre pais e filhos, nas constantes decepções amorosas, causando a depressão, nas escolas implicando casos de bullying e nas universidades, consequência da pressão e cobrança sobre os estudos.
Em segunda análise, verifica-se que, a mídia tem uma grande influência sobre diversos casos de suicídio. Segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV), a maioria dos jovens que convivem com algum transtorno social e depressão existencial se matam após serem influenciados por conteúdos midiáticos, como por exemplo a série do canal Netflix, ‘‘Os Treze Porquês’’ que retrata abertamente o suicídio de uma jovem e o “Jogo da Baleia Azul’’, na qual a pessoa seguia ordens de um desconhecido pela internet e aos poucos se autodestruía.
Destarte, urgem sinérgicas políticas públicas entre o Ministério da Saúde e Educação, o Estado e a mídia, a fim de converter a problemática abordada. É imprescindível diante o número alarmante de casos, a promoção de campanhas de conscientização através da mídia e não conteúdos que influenciam o autocídio e a criação de programas de apoio psicológico e psiquiátrico nos centros educacionais para jovens que enfrentam conturbações. Somado a isso, é fundamental que a família apoie, conforte e auxilie o jovem a procurar ajuda profissional para o tratamento de transtornos que levam ao suicídio.