Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/07/2018

Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem, priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil. É possível afirmar, que a problemática permanece ligada à realidade do país, seja pela ignôrancia social, acompanhada pelo bullying. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal conduta para a sociedade.

É irrefutável que a questão constitucional estejam entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a baixa comunicação social limita essa harmonia, a exemplo, pesquisas da BBC, que apontam no ano de 2014 a taxa de suicídio entre os jovens entre 14 á 29 anos foi de 2.898, porém, com tantos meios tecnológicos que possibilitam a comunicação, por que esses dados crescem? Muitas vezes as famílias não sabem que essa é uma situação que ocorre em seus lares, e quando suspeitam não sabem como agir. Isso acontece, pois, ainda é um assunto tabu na sociedade brasileira, acarretando na perca de vários jovens, por falta de desinformação entre a população  .

Desse modo, não apenas o atraso social, como também o preconceito sofrido pelos jovens, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. Um exemplo inocente sobre a aplicação do Bullying entre os jovens é na história da Turma da Mônica, do autor Maurício de Souza, no qual fica explícito que o personagem Cebolinha usa apelidos pejorativos à sua colega Mônica, como por exemplo, baixinha, gordinha e dentuça. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que na historia, pode ser considerado brincadeira de criança, porém, a sociedade atual está cada vez mais fraca emocionalmente, assim esses apelidos ferem a vítima, acarretando por fim o suicídio.

É notório, à vista disso, que ainda há entraves para assegurar à construção de um mundo melhor. Desta maneira, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam como ajudar as pessoas que pensam nessa saída, auxiliando os famílias como identificar, e se identificado como agir. Aliado á Receita Federal que deve destinar maior parte dos impostos incluindo médicos e psicólogos nas escolas como meio de ajuda e observação, tanto para os que praticam Bullying, como os que sofrem, a fim de que o tecido social se desprenda e que não caminhe para um futuro degradante.