Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/09/2018

Com o crescente uso de redes sociais, têm-se o crescimento do registro de doenças psíquicas que estão totalmente ligadas a necessidade do indivíduo de se sentir pertencente a algum grupo social. Logo, quando essas expectativas, projetadas em redes sociais, é quebrada o indivíduo passa a se sentir inútil e não importante em seu grupo social, podendo levar á tentativas de suicídio.

Apesar de a taxa de suicídio ser de 5,6 por 100 mil habitantes no Brasil, o tema ainda é considerado um tabu, um assunto que não é discutido. Até mesmo em casos com envolvimento de figuras públicas são abafados, como por exemplo o suicídio do cantor nacional Yoñlu, que tirou sua vida aos 16 anos motivado por colegas internautas em um fórum virtual. Vinícius Gageiro Marques, conhecido como Yoñlu, tinha depressão e não se sentia parte integrante de um grupo, no momento em que encontrou “amigos” acabou sendo incentivado a cometer o suicídio.

Certamente, não se pode estabelecer apenas um culpado pelo suicídio, mas sim todo um sistema que é falho, ignora assuntos polêmicos, é omisso com seus jovens e por fim incentiva o suicídio. Apesar de existirem programas de apoio a pessoas com depressão, como o CVV (Centro de Valorização a Vida), eles não tem se mostrado eficazes, com demora para o atendimento e listas de espera longuíssimas.

Por conseguinte, o Brasil possui um alto índice de pessoas depressivas, e o governo em parceria com a sociedade são omissos diante da problemática, além disso, apesar de existirem programas que busquem ajudar não têm sido tão eficazes quanto deveriam. Devem ser criados novos programas de prevenção, com forte apoio midiático para que alcance toda a população, e ainda deve-se discutir mais o assunto, deve-se abordar o tema em escolas de ensino fundamental e médio, oferecendo o apoio psicológico necessário. Apenas com ações conjuntas, de responsabilidade compartilhada, que as taxas de suicídio e de pessoas deprimidas irão diminuir.