Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/06/2018
A cada 30 segundos, de acordo com a organização mundial da saúde (OMS), um ser humano tira a própria vida. Na obra literária alemã do século XVIII “Os sofrimentos do jovem werther”, de Johann Goethe, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se de um amor não correspondido. O que explica esse fator ao longo do século? Algo pode ser feito?
A temática da infelicidade fez com que parte do jovem leitor, no século XVIII, se sentisse representado pelos anseios do personagem e passassem a ver a morte como uma forma de libertação. Neste sentido, percebe-se que esse problema de saúde publica já se alastra ao longo dos séculos e hoje no Brasil, a taxa de suicídios faz-se crescente, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.
As raízes desse mal pode decorrer desde traumas de infância, violência física, verbal, sexual, desemprego ou abuso de drogas. O resultado disso é um vazio existencial que se conhece pelo nome de depressão, é ela a causa maior do suicídio. Segundo a OMS o transtorno depressivo já é a segunda principal doença do mundo. Em virtude disso, a mesma impede que o individuo projete-se no futuro ao mesmo tempo em que o presente é insuportável. Quando as pessoas se sentem incompreendidas e não tem o apoio necessário o suicídio lhes convém como uma escapatória as agressões que as rodeiam.
Portanto, a OMS junto as escolas, deve promover treinamento de profissionais da educação para identificar tendencias depressivas nos jovens. Já existentes, os projetos de prevenção ao suicídio, podem ser mais reforçados através da mídia, bem como o disque 141, uma central de atendimento e o setembro amarelo, mês de conscientização. A família ser mais presente no dia a dia e a sociedade participando ativamente e buscando conhecimento amenizarão as taxas desse problema e então poderá se construir uma sociedade mais empática, redirecionando o sentido da vida e criando novas razoes para existir.