Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

É incontrovertível que o suicídio entre os jovens representa uma problemática preocupante no cenário brasileiro. Segundo Albert Camus, o suicídio surge devido a perda de sentido pela vida. Assim sendo, torna-se evidente que o impasse configura-se não só por fatores pessoais do indivíduo, mas também por questões externas a ele demonstrando, assim, que a problemática consolida-se por imbróglios na coletividade hodierna.

Em primeiro lugar, é indubitável que o autocídio decorre de doenças mentais, como a depressão e transtornos de bipolaridade, que muitas vezes são tópicos demonizados e pouco debatidos pela sociedade brasileira. Principalmente por razões históricas do país, onde sempre buscou-se entender as doenças mentais sob um viés religioso. Ademais, a retratação de uma vida perfeita nas redes sociais por diversos usuários colaboram para o agravamento da situação e atingem diretamente o público jovem, pois indivíduos que já sofrem de algum transtorno tendem a se comparar com a realidade inexistente desses usuários, dessa forma, há uma contribuição para que a sensação de fracasso e inutilidade aumente.

Em segundo lugar, o uso excessivo de drogas e álcool, além de histórico com o bullying no passado favorecem o aparecimento do comportamento suicida. Dessa forma, é importante que haja a disseminação dos sintomas autocidas demonstrados pelo indivíduo que apresenta algum transtorno mental. O isolamento, falta de interesse por atividades antes prazerosas e distanciamento de pessoas próximas são tidos como fatores de alerta ao qual toda a comunidade deve estar atenta. De acordo com a psicóloga da USP, Esther Hwang, o suicídio é uma questão de saúde pública. Assim sendo, torna-se crucial que a sociedade esteja preparada para encará-lo como tal.

Portanto, torna-se evidente que o suicídio entre os jovens no Brasil é um impasse que urge resolução. As escolas do país em parceria com ONG’s que buscam ajudar indivíduos com doenças mentais e que precisam conversar - como a CVV (Centro de Valorização da Vida) -  devem promover debates pelo menos três vezes ao mês com a participação de pais, alunos e docentes especializados no assunto para que o dialogo responsável e consciente sobre o suicídio sejam devidamente debatidos e disseminados, contribuindo à sua desmistificação com o fito de que a família e os próprios jovens atentem-se a como identificar um comportamento que precisa de ajuda para que, assim, a questão do autocídio seja aliviada a médio prazo.