Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2018

“Guarda os pulsos pro final, saída de emergência.” diz a cantora e compositora pitty na música “pulsos” sobre a prática do suicídio, problemática essa que persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela ocultação das emoções, seja pela intolerância social.

É fundamental pontuar que o direito à saúde e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete na negatividade que a sociedade encara suas tristezas e fracassos, tratando-as como um tabu, e tornando os indivíduos passíveis a esconder seus sentimentos, acarretando em um transtorno depressivo, comprovando, desse modo, a omissão das sensações como estimulo do autocídio.                                                                                                                                                             Outrossim, tem-se preconceito como impulsionador do problema. Seguindo esse angulo, não diferente da atualidade, Allan Turing, pai da computação, devido sua homossexualidade, foi submetido á castração química, pois, durante a segunda guerra mundial, esse ato era considerado ilícito, e, á posteriori, cometeu o suicídio, corroborando, dessa maneira, a segregação como fomentador dessa questão.                                                                                                                                                                 É indubitável, portanto, que ainda há obstáculo para concretização de métodos que previnam a prática suicida. Destarte, Ministério da Saúde deve elaborar peças publicitárias que evidencie os principais sintomas da depressões  e ensinem aos telespectadores á lidarem com o assunto, com fito de evitar atitudes errôneas com as vítimas desse transtorno. De acordo com Paulo Freire, a educação muda as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, é mister que o Ministério da Educação forneçam a especialização em suicidiologia para profissionais da saúde e educação, para que seja detectado os indivíduos propensos ao autocídio, propiciandoque medias cabíveis sejam tomadas á tempo, a fim de que o tecido social se desprenda de certos limites, e não viva a realidade das sombras como na alegoria da caverna de Platão.