Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Com o avanço da tecnologia na comunicação, a alteração do estilo de consumo, a busca pela felicidade, aquisição de bens materiais, a preocupação com o corpo perfeito, soluções imediatas para os problemas e o uso de remédios contra a ansiedade mostram os desafios que a sociedade enfrenta de acordo com às normas e os padrões em constante mudanças, com isso os jovens brasileiros estão sujeitos e expostos as incertezas, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman: ‘‘vivemos em tempos líquidos nada foi feito para durar. Diante dessas crises o número de doenças mentais crescem como a depressão, considerada a doença do século XXI, sendo um dos fatores para o suicídio jovial.
No Brasil o número de jovens que tiram a própria vida é um dos primeiros na posição de causas que mais os matam, conforme informações da Organização Mundial da Saúde. Fatores como bullying, influencias da mídia e das redes sociais, pressão em âmbitos sociais e problemas psicológicas ou mentais são exemplos que determinam esse processo, ressaltando que o indivíduo abrange muito mais motivos sombrios que habitam no seu ser antes de morrer.
‘‘Quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida’’ à guisa de Augusto Cury, o escritor e psiquiatra revela o verdadeiro significado de tirar a própria vida, o autor desse ato apresenta anteriormente alterações na sua personalidade ou nos hábitos, expressão clara ou subtendida de que quer morrer e a tristeza é recorrente, contudo existem diversos tipos de reações e atos variando em maiores ou menores graus. Muitas vezes a família possui dificuldade de reconhecer o impasse ou o não entendimento, sentimento de culpa e isolamento podem assombrar em parentes e amigos próximos, enfrentar a morte é um passo doloroso, devido ao meio do desconhecido, por muitas vezes não saber como agir.
De acordo com a OMS é preciso prevenir 90% dos casos se houver condições de oferecer ajuda. A conversa precisa ser instigada em ambientes familiares através da mídia que pode abordar o tema em propagandas ou em programas das transmissoras, com cuidado em parceria de entidades próprias para o assunto, assim acabam indicando sinal de segurança e proteção para o adolescente. É cabível incluir o Ministério da Saúde e o Ministério de Educação e Cultura a profissionalização daqueles que tratam sobre essa problemática, além da ampliação dos programas assistenciais como Centro de Valorização da Vida, que possui número gratuito que busca ajudar pessoas que sofrem com tristezas profundas e a inclusão de consultas com atendimento público oferecido pelo SUS, para que assim possa-se não apenas sobreviver, mas viver bem.