Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2018

O cérebro só termina de se formar aos 21 anos. Com isso, os jovens têm mais impulsividade, menor autocontrole e menor consciência crítica. O que acarreta em dificuldades em passar por momentos difíceis como: conflitos com os pais, amigos e preocupações com a escola. Nesse contexto, o número de suicídios cometidos por jovens encontra-se em ascensão,tendo em vista à efemeridade das relações entre os indivíduos, o que torna imprescindível a criação de medidas preventivas para tal mazela social. É preciso considerar, antes de tudo, as consequências da modernidade líquida. Segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, as relações tornaram-se líquidas e isso deve-se ao individualismo e a efemeridade da modernidade, o que contribui para o surgimento de psicopatologias, como por exemplo, a ansiedade, a depressão e até mesmo o suicídio. Prova disso, é o dado divulgado pelo Ministério da Saúde, o qual o suicídio é a quarta maior causa de morte de jovens entre 15 a 29 anos. Quebrar esse individualismo é um dos primeiros passos para a diminuição desta mazela. Nesse sentido, o homem precisa viver em sociedade. De acordo com Aristóteles, o homem é um animal político, ou seja, ele precisa viver em sociedade para ser feliz. Destarte, é perceptível que os jovens encontram-se cada vez mais infelizes, haja vista a sua vivência em uma sociedade na qual o individualismo está presente. Portanto, torna-se fundamental, um trabalho conjunto entre Ministério da Saúde e da Mídia, de modo que esta última, por meio de novelas engajadas, como “Malhação”, e campanhas como “Setembro Amarelo”, aborde sobre o suicídio e a importância de conviver e interagir com pessoas, informando a sociedade e alertando as famílias sobre seus jovens, a fim de minimizar a ocorrência do problema. Com isso, o mal do século XVIII fará parte apenas da literatura.