Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/07/2018
No filme “Rezando por Bobby”, conta-se a história de um jovem, que se suicida, a fim de não passar pela discriminação que um homossexual vive hodiernamente. Não obstante, o suicídio é intrinsecamente real entre os jovens brasileiros, sendo um problema desde o ultrarromantismo até o desenvolvimento tecnológico. Percebe-se, então, a necessidade de enfrentar a disseminação do preconceito, que corrobora a morte, e se atentar as atitudes governamentais.
A princípio, é axiomático que a sociedade e os meios de comunicação de massa contribuem para massificação e estereótipos. Posto isso, Émile Durkheim, em sua obra “O Suicídio”, apresenta o suicídio anômico, no qual o indivíduo ver o meio onde vive desmoronando. De fato, não só para o autor, mas para Weber a mídia, família e escola são determinantes no processo de socialização. Em contrapartida, os usuários de internet cometem o bullying ou difundem ideias para o suicídio, como o jogo “Baleia Azul”, cujo objetivo era em sua última fase levar um jovem à morte. Esse cenário é, em parte, devido à falta de fiscalização e mecanismos, como aplicativos, para impedir postagens indevidas em redes sociais.
Outrossim, os Governos ficam imóveis frente aos problemas sociais, como o suicídio, além de negligenciarem o auxílio à majoritária vítima. Com efeito, é notório que os cidadãos, por muitas vezes, não são informados sobre as causas e consequências de um suicídio e evitam falar sobre o assunto, enquanto qualquer pessoa próxima a este pode passar por depressão e uma possível morte. Neste ínterim, a escola vê-se responsável por alertar os adolescentes, em maioria, por meios de palestras, todavia não há recursos para ajuda efetiva e individual prestada à vítima de depressão, como terapeutas e atividades inclusivas. Por isso, é essencial mostrar aos jovens o quanto o problema cresce e é silencioso, como foi para Van Gogh, Sócrates e Raul Pompeia, grandes artistas que corroboraram culturalmente nosso planeta.
É imprescindível, portanto, extinguir as práticas influenciadoras do suicídio entre os jovens brasileiros. Sendo assim, cabe às empresas comunicativas, como o Facebook, Instagram e WhatsApp, serem precisos na seletividade de postagens dos usuários, com o intuito de evitar a difusão do ódio nas redes sociais. Tal ação poderá acontecer com a ajuda de anúncios que mostrem a necessidade de denunciar as práticas de preconceito. Ademais, O Ministério da Educação deverá criar atividades específicas para integração dos jovens e para proporcionar informações sobre o suicídio, com o auxílio de ONGs, poderá criar pequenos grupos com terapeutas para instigar a comunicação em salas de aula. Em suma, caso, a priori, seja o social, um indivíduo não precisará morrer para evitar situações abomináveis.