Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/07/2018

O suicídio encontra-se presente na história desde os gregos, em o ‘‘O sofrimento do jovem Wether’’, de Johan Goethe, aos românticos do Brasil, na segunda fase do Romantismo. Na contemporaneidade, observa-se o aumento do autocídio juvenil na sociedade brasileira. Hodiernamente, no país, segundo o jornal Folha de São Paulo, em média, 6,8 jovens a cada 100 mil habitantes tiram a própria vida. Diante disso, é fundamental entender as causas do problema, a fim de preveni-lo.

É indubitável que a falta de empatia é um fator corroborativo para o aumento do suicídio entre os jovens. Prova disso é que com a prática do bullying, seja por causa da aparência ou orientação sexual da pessoa, pode desencadear doenças mentais, como a depressão. Destarte, a depressão, na maioria das vezes, é um gatilho que faz com que os jovens tirem a própria vida. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua obra ‘‘O suicídio’’, o ato de se matar apesar de parecer um fato individual, é social. Sob tal ótica, o bullying pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, em razão de se sentirem oprimidos pela sociedade, os jovens encontram no autocídio uma escapatória de uma realidade que lhes fere. Contudo, a solução precisa ser a procura de alguma forma de serem ajudados.

Outrossim, no primeiro semestre de 2017, surgiu um jogo chamado ‘‘baleia azul’’, que era composto por 50 desafios, sendo o último, o suicídio. Diversos jovens aderiram ao jogo, causando uma preocupação em escala mundial. Entretanto, muitos pais viram isso como ‘‘falta do que fazer’’ ou ‘‘frescura’’, não dando a devida atenção ao problema. Essa é a realidade de inúmeros jovens, que chegam a ser ridicularizados ao tentarem procurar ajuda no meio familiar. No entanto, de acordo com a OMS, 90% dos autocídios poderiam ser evitados se as pessoas tivessem mais ajuda e menos julgamento. Em contrapartida, muitas pessoas não sabem identificar quando alguém precisa ser ajudado nesse âmbito. Por isso, organizações como o Centro de Valorização da Vida, se empenham em campanhas como o setembro amarelo, que é um mês de conscientização a prevenção do suicídio.

Torna-se evidente, portanto, que o suicídio entre os jovens no Brasil configura uma grave problema de saúde e social que precisa ser revertido. Nesse sentido, é imperioso que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, realize debates periódicos, ministrados por psicólogos, nas escolas e faculdades. É imperativo também, um maior acompanhamento parental, para que os jovens não se sintam sozinhos. Ademais, é preciso que o CVV, em parceria com a mída, atue na ampla divulgação do número 188, onde é oferecido ajuda gratuita a pessoas que procuram apoio emocional. Além disso, o MEC deve tornar obrigatório a inclusão da matéria ética e cidadania na grade escolar, a fim de mitigar o bullying na sociedade brasileira. Nessa conjutura, o autocídio juvenil tende a diminuir.