Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/07/2018

Conforme orientou o sociólogo Émile Durkheim, para que a sociedade seja igualitária e coesa, é necessário que as instituições sociais atuem visando o bem-estar da população. No entanto, ao analisar o quadro de suicídio entre jovens no Brasil, observa-se uma baixa efetividade da nação brasileira ao ideal do sociólogo, uma vez que, ainda há obstáculos para a resolução do impasse. Nessa concepção, ao ponderar sobre tal fenômeno, basicamente, fruto de um processo histórico-cultural somado à fragilidade das relações pessoais, é necessário buscar caminhos para prevenir o autocídio entre os jovens brasileiros.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que o aumento desse tipo de atividade tem raízes históricas. Nesse enfoque, desde a colonização brasileira, os casos de suicídio principalmente entre negros e índios eram ocultados no meio social por receio dessa prática propagar entre os membros da população. Além disso, nos dias atuais, a vulnerabilidade dos vínculos na sociais contribui para o aumento de casos de autocídio, uma vez que, dilemas relacionados a família, vestibular e mercado de trabalho são uma das principais causas da intensificação dos casos de autoextermínio. Essa indigesta conjuntura, bem refletida na série americana “13 reasons why”, provoca uma profunda reflexão ao mostrar, em suas cenas, motivos e efeitos do autoextermínio.

Em consequência disso, tais fatos sociais contribuem para desafios na harmonização da sociedade. Nesse sentido, embora haja medidas governamentais as quais visem à redução de ocorrências, como o Centro de Valorização à Vida (CVV), nota-se um baixo resultado positivo dessas ações, tendo em vista que tal objetivo é ratificado mais precisamente na teoria e não desejavelmente na prática. Tal veracidade pode ser constatada na pesquisa realizada, em 2017, pelo Mapa da Violência, a qual mostrou um aumento de 60% nos casos de suicídio desde a década de 80. Tais entraves, por conseguinte, dificultam a solidificação das cláusulas democráticas e da igualdade de direitos.

Em síntese, é necessário trilhar caminhos para a prevenção dessa problemática social. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve promover, nas instituições de ensino, a construção de medidas as quais visem a diminuição de casos, bem como a presença de psicólogos para realizar amostras, debates e discussões sobre as causas e consequências do suicídio, com objetivo de seguir os princípios dos Direito Humanos. É plausível, ainda, que o Ministério das Telecomunicações invista na eficiência e ampliação de projetos como a CVV a toda população, por meio do campo midiático, com o intuito de ajudar o próximo e reduzir o número de casos. Desse modo, seguindo tais alternativas, a nação brasileira poderá seguir o ideal de Durkheim e progredir socialmente.