Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 11/07/2018
Na obra “O Suicídio”, o sociólogo Émile Durkheim buscava comprovar que, a explicação desse fenômeno advinha de acontecimentos sociais. No Brasil, não há fomentação plena dessa consciência social ressaltada na obra sociológica devido, principalmente a negligência de parte das escolas e dos pais no que concerne à temática do suicídio e ainda problemas envolvendo as redes sociais. Sob essa perspectiva deficitária e inercial, deve-se analisar como o suicídio entre os jovens brasileiros vêm sendo enfrentado no tecido social.
A coesão social é relevante entre escola, família e convívio em sociedade. Casos como o suicídio de jovens em um dos cursos mais difíceis como medicina no Brasil, é um forte exemplo de que a consciência, apoio dos pais e ações governamentais não estão atuando de forma presente nesse meio. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ato de tirar a própria vida é a segunda maior causa de mortes de adolescentes no mundo. Já no Brasil o índice é alarmante e chega a 1% do total de mortes entre crianças e adolescentes no território nacional.
Somando-se a isso, o bullying sofrido por alunos nas escolas conforme mostrou à série norte-america Thirteen Reasons Why, acordou a sociedade acerca dessa problemática. Jogos nas redes sociais como o da “baleia azul” gerou inúmeras vitimas já fragilizadas com diversos distúrbios, como depressão e ausência familiar, onde segundo o psiquiatra e escritor brasileiro Augusto Cury afirma que os atos de suicídio não são para tirar ou matar a vida, mas sim sua dor, seu problema, o que é a realidade de muitos jovens brasileiros de acordo com registros do CVV (Centro de Valorização da Vida), que recebe diariamente relatos e pedidos de ajuda sobre o suicídio.
Torna-se evidente, portanto, que medidas fazem-se necessárias pra resolver ou atenuar o impasse, no que concernem os atos de suicídio entre jovens brasileiros. Para isso é recomendável que o Governo adjunto com o MEC, fomente o uso de campanhas de conscientização, por meio de palestras em escolas e universidades, a fim de ajudar possíveis adolescentes, e de informar que eles não precisam enfrentar esses problemas sozinhos. Ademais, as redes sociais, devem ser usadas para manifestos de alertas e amparo para essa camada social, com psiquiatras e psicólogos na administração de grupos nessas redes, como também, em âmbito familiar necessita-se a observação e administração do uso da internet por esses jovens, para que esses possam ser cidadãos conscientizados. Tais ações representam a contundência com os métodos Durkheinianos para formar uma consciência coletiva e ciente de sua obra.