Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Mesmo tendo passado do estágio de um assunto oculto e ‘‘proibido’’ para pauta em debates e até mesmo em série de TV, o suicídio continua sendo um grave problema social. Esse fato tem sido uma crescente entre a juventude brasileira devido à pressão social e à falta de conhecimento.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Psicologia, a parte mental de uma pessoa está em processo de desenvolvimento até os 23 anos. Assim, a capacidade de superar frustrações pode não estar completamente formada e o jovem tende a se angustiar quando não consegue atingir determinado padrão - corporal, na carreira, na família. A pressão exercida pela sociedade somada à baixa resistência a frustrações, resultam em um quadro de ansiedade e depressão, que podem evoluir para o mais extremo grau de desespero, o suicídio.
Como dito por Stephen Hawking, ‘’embora a vida pareça ruim, sempre existe algo que você pode fazer para triunfar. Enquanto há vida há esperança’’. O problema é que, a falta de conhecimento e ajuda por parte da família e amigos, muitas vezes, impede que o jovem em conflito enxergue a esperança ou uma saída para sua aflição. Seja por não entender os sinais emitidos pela pessoa, seja por achar que é apenas uma fase, seja por medo de tocar no assunto, a incompreensão com a dor do outro leva a um distanciamento da ajuda e faz com que o sujeito depressivo busque colocar fim a sua dor, por meio do suicídio.
Portanto, para diminuir os casos de suicídio na juventude, é dever do Ministério da Saúde, junto ao MEC, disponibilizar psicólogos especializados no assunto para darem treinamentos a professores, aos alunos e aos responsáveis. Dessa forma, os sinais emitidos pelo jovem depressivo serão conhecidos pelo seu núcleo social e a possibilidade de oferecer ajuda será muito maior. Faz-se importante também, que as escolas promovam palestras educativas sobre a ‘‘valorização do eu’’, que consiste na auto-aceitação do indivíduo com suas particularidades, visando diminuir os problemas recorrentes de baixa auto-estima gerados pela pressão social. Assim, será possível mostrar à juventude brasileira que enquanto houver vida, sempre haverá esperança.