Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/07/2018
O suicídio é um problema em evidencia no Brasil: segundo o Mapa da Violência, sua taxa aumentou, desde 1980, em 60%. Isso quer dizer que hoje, o total de pessoas que se matam por ano, em relação à década de 80, é seis vezes maior. Mas, o fundamental para se entender o porquê desse aumento exponencial nos casos suicidas é buscar os motivos. Eles podem ser dos mais variados: desde o motivo mais comum que é a sensação de falta de alternativa para acabar com a dor até o medo de se comunicar, por conta do isolamento social que sofrem ou a que se submetem. Todavia, é importante o entendimento de que continuar vivo ou não é uma decisão de cada um, e se deve, apenas, dar alternativas para outrem de manter uma vida digna e saudável, mas nunca obrigá-lo a tal.
Acerca desse assunto, o principal fator determinante é a depressão, a qual traz consigo um sentimento de sofrimento constante e desesperança. Ela pode ter como estopim um abuso passado, uma situação mal resolvida que podem levar ao ódio, raiva de alguém ou de si mesmo. Esse sentimento faz com que a pessoa trave uma luta com si mesma para que ele se acabe. Então, algumas pessoas buscam vingança e outras acabam com a própria vida por conta disso. Ao final, o que toda pessoa que comete suicídio, verdadeiramente, quer, é acabar com a seu sofrimento.
Além disso, a enorme mitificação acerca do assunto, muito por conta da discriminação, não ajuda a solucioná-lo. Alguns mitos, como: “quem ameaça não faz” é uma inverdade. É fato: quem o faz, normalmente o faz como um grito por socorro. Outro mito em evidência é o de “quem sobrevive não tenta novamente”, quando, segundo a OMS, à partir da primeira tentativa, se aumenta em 100 vezes a chance de tentar-se novamente. Mas, não há dúvidas sobre o mito mais irreal: aquele que diz ser o suicida um fraco, e não haver como impedi-lo de tomar tal decisão. Há modos sim, de impedir tal decisão e é inegável a força para lutar contra o sofrimento de uma pessoa que se mataria torná-lo findo.
Logo, é fundamental, para a prevenção de suicídios, que a mídia faça campanhas informativas sobre a existência do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma campanha inspirada no ocorrido nos EUA, por exemplo, com a música “Logic”, uma parceria do CVV de lá, com cantores influentes que foi muito efetiva como agente de prevenção, divulgando o “141” deles. Além disso, é basilar a parceria do Sistema Único de Saúde com o Ministério da Educação, de modo a notar traços suicidas e depressivos em estudantes, a fim de tratar a doença e prevenir essa atitude extrema. Outrossim, é fundamental a criação e aprovação do Congresso de uma Emenda Constitucional, permitindo o suicídio assistido, à exemplo da Suíça que o permite quando, mesmo após acompanhamento psicológico, psiquiátrico e assistência social a pessoa opte por ele, visto que a vida deve ser uma escolha própria.