Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/07/2018
O seriado norte americano “13 Reasons Why” representam uma quebra de paradigmas, principal- mente por abordar um assunto pouco discutido anteriormente. Nesse viés, nota-se que a temática do suicídio necessita ser mais explorada, posto que representa a segunda maior causa de óbitos entre pessoas de 15 a 29 anos no Brasil. Assim, distúrbios psicológicos, bem como a atuação negativa das redes sociais, configuram-se como as principais causas do impasse supracitado, devendo ser revertido.
Primordialmente, estudos de autópsia psicológica mostram que mais de 90% das pessoas que se mataram no mundo tinham alguma doença mental. Entretanto, doenças psiquiátricas não são condição suficiente para o comportamento suicida, já que outros fatores – emocionais, socioculturais e filosóficos – também fomentam pensamentos depressivos. De maneira análoga, a Segunda Geração do romantismo brasileiro caracterizou-se por tematizar a morte, associando-a ao escapismo dos problemas cotidianos. Assim, nota-se que o suicídio está diretamente ligado à necessidade do indivíduo em fugir da realidade negativa que o cerca. Portanto, instituições como o Centro de Valorização da Vida devem ser perenizadas, visto que o apoio emocional é a principal arma capaz de sanar a mazela exposta.
Ademais, é comprovado que os jovens são a parcela da sociedade mais suscetível a tirar sua própria vida. Nesse sentido, a exposição excessiva às redes sociais pode estimular pensamentos suicidas, posto que fenômenos como o cyberbullying, jogos de desafios online e até mesmo o falso ideal de felicidade trnasmitido, são alguns fatores que tornem o mundo virtual um verdadeiro impasse, no que tange ao bom funcionamento da saúde mental desses indivíduos. O exemplo do paulista Gustavo Detter, de 13 anos, que morreu após ser desafiado pelos participantes de um jogo a se enforcar, corrobora o caráter pejorativo que esses meios podem representar, dado o contexto social abordado.
De acordo com o escritor Augusto Cury, “quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida”.Assim, torna-se indispensável a adoção de medidas para amenizar o sofrimento individual dessas pessoas, impedindo que elas recorram à morte como escapismo da dor momentânea.
Portanto, o Governo Federal, atuando em consonância com as principais emissoras de televisão do país, deve realizar uma campanha de prevenção ao suicídio, por meio da veiculação de imagens, fotos e histórias verídicas de pessoas que já passaram e venceram a depressão, de forma que possam estimular outros a lutarem contra esse mesmo problema. Ademais, cabe à própria família controlar o tempo de acesso dos filhos a essas redes, realizando reuniões semanais para conversar com o jovem e esclarecer possíveis transtornos, com o fito de evitar que a morte auto planejada se perpetue entre essa faixa etária. Desse modo, tende-se a uma erradicação total da problemática exposta.