Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Na série thirteen reasons why a personagem principal Hannah Beker após sofrer problemas tanto em casa quanto na escola, decide cometer o suicídio. Fora das telas, tal problema é uma incontestável realidade no que tange a sociedade brasileira, uma vez que o número de suicídios tem crescido exponencialmente no país. Diante disso, deve-se analisar como a família e a escola contribuem para o problema e como resolvê-lo.
Primeiramente, pode-se dizer que a ausência dos pais na vida dos adolescentes impulsiona o aumento dos suicídios. Isso porque, com o hipercaptalismo atual os adultos tendem a passar cada vez mais tempo no trabalho, e como consequência disso os jovens passam muito tempo sozinhos ficando expostos a adquirir patologias como a depressão que está diretamente ligada ao suicídio. Essa doença psicológica tem crescido de forma alarmante entre os adolescentes,e segundo dados da organização mundial da saúde (OMS) até 2020 a depressão passará a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida da população.
Ademais, é preciso que escolas comprometam-se a dar suporte e uma devida atenção aos alunos. Isso porque, caso o convívio entre os alunos não se dê de forma correta e inclusiva, os indivíduos marginalizados podem ser levados a cometer o que Émile Durkheim caracterizou como suicídio egoísta. Esse tipo de suicídio é característico das sociedades modernas, e é geralmente praticado por indivíduos que não estão devidamente integrados à sociedade e geralmente encontram-se isolados dos grupos sociais.
Fica claro, portanto, a urgência em resolver o problema de suicídio no país. Para isso, é preciso que a família se torne mais presente na vida dos adolescentes dando-os segurança e apoio para resolver problemas. Ademais, o ministério da educação deve introduzir em escolas peças teatrais e debates, para demonstrar os alunos a importância da inclusão e de um convívio saudável nesse ambiente. Além disso é preciso que sejam inseridos psicólogos em escolas para ouvir e aconselhar de forma individual e sigilosa os adolescentes. Só assim, casos como o de Hannah Beker serão apenas obras ficcionais, sem condizer com a realidade vivida no brasil.