Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/07/2018

Hannah Baker, personagem do seriado “Os 13 Porquês”, produzido pela empresa americana Netflix, foi marcado por cometer suicídio, ocasionado por inúmeras violências psicológicas pelos seus colegas da escola. No entanto, fora da televisão, a questão do suicídio entre jovens no Brasil ainda é um grave problema social. Nesse contexto, deve-se analisar como o individualismo e a negligência escolar provoca um tal problemática na vida dos adolescentes brasileiros.

É importante discutir, antes de tudo, que o exacerbado individualismo é o principal responsável pelo aumento do suicídio entre os jovens. Isso acontece porque, na pós-modernidade, as pessoas, conforme afirma o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Amor Líquido”, buscam não se envolver nas relações interpessoais e o sentimento de empatia e de coletivismo são sacrificados em prol da preservação de interesses individuais. Em decorrência disso, o sentimento de solidão se potencializa entre adolescentes, seguindo de seu isolamento da sociedade que será atrelado a mudanças de humor, transtornos psicológicos e depressão.

Além disso, nota-se, ainda que, a negligência escolar também é responsável pelo suicídio entre os jovens brasileiros. Isso porque, o modelo pedagógico vigente, que, ao invés de ensinar os valores éticos e morais básicos que devem nortear todas as relações interpessoais, apenas ensina assuntos que serão cobrados em prova. Dessa forma, é comum, por exemplo, ver adolescentes não saberem lidar com determinadas situações de desespero, causando-lhe frustrações e o sentimento de inutilidade no convívio social. Consequentemente, combater e prevenir o suicídio torne-se cada vez mais distante da realidade brasileira.

Fica evidente, portanto, a necessidade de adotar medidas preventivas contra o suicídio no Brasil. Para isso, o Ministério da  Educação em parceria com pedagogos, deve implementar disciplinas de ética e cidadania no ensino infantil, fundamental e médio, por meio de aulas extra curriculares, a fim de gerar o hábito de empatia e coletivismo entre os adolescentes. Outrossim, o Conselho Nacional de Educação juntamente com as escolas, devem fornecer tratamentos com profissionais especializados dentro do ambiente escolar para os alunos. Tal tratamento, tem o propósito de auxiliar jovens e crianças através de apoio de psicólogos, que evitará possíveis doenças como a depressão, ansiedade e frustrações. Dessa forma, os casos de Hannah Baker e os jovens brasileiros, o suicídio, de fato, deixará de fazer parte do cotidiano da população.