Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/07/2018

O suicídio no Brasil e no mundo tem ganhado cada vez mais destaque entre as questões de saúde pública. O sinal disso é a popularização de programas de televisão e séries que tratam de discutir a problemática, que é considerada um tabu que a sociedade insiste em se manter em silêncio. Todavia, o crescimento lento e constante nas taxas de suicídio demonstra a necessidade de tratar os fatores que corroboram a prática, sobretudo, a banalização das doenças psíquicas e a cultura de padronização imposta pela sociedade.

Em se tratando das doenças psíquicas, em especial a depressão, é sabido que esse é considerado o mal do século pela Organização Mundial da Saúde. Apesar disso, é pouco compreendida pela sociedade, por possuir causas complexas, que não possuem um fácil diagnóstico, sendo necessária uma apurada avaliação psicológica e laboratorial. Assim sendo, muitas vezes, os acometidos pela doença são incutidos, pelos familiares e conhecidos, a acreditar que não possuem nada.

Sob o viés dos padrões impostos pela sociedade, tais como os estéticos ou sociais, estes criam um ambiente de exclusão nas escolas, dessa forma, crianças que ainda não tiveram o total desenvolvimento da razão, sofrem o chamado bullying. Esse ambiente é responsável pelos transtornos psicológicos que acometiam Wellington Menezes, ex-aluno que cometeu suicídio após ser autor da chacina que matou 12 alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Por tudo isso, cabe aos profissionais da área, em conjunto com a mídia, propiciar a informação da população acerca das doenças psicológicas, através de propagandas e programas televisivos, com o fito de atentar a população sobre a influência delas no suicídio e a necessidade de consultar-se ao sentir os sintomas. Ademais, é dever das escolas, em conjunto com as famílias, extirpar a cultura de padronização, através do ensino de preceitos morais e éticos de respeito ás individualidades, objetivando a higidez psicológica da sociedade.